O Maranhão registrou um avanço expressivo no acesso à internet em escolas públicas de educação básica na última década. Dados do Censo Escolar 2025 apontam que 84,8% das instituições de ensino infantil, fundamental e médio do estado estão conectadas à internet, um aumento de 63,2 pontos percentuais em relação a 2015, quando apenas 21,6% tinham acesso. No mesmo período, a média nacional chegou a 93,1%.
Nas escolas localizadas em áreas urbanas do estado, a conectividade passou de 55,6% em 2015 para 97,5% em 2025, representando crescimento de 41,9 pontos percentuais. Já nas áreas rurais, o avanço foi ainda mais significativo: o índice saltou de 9,4% para 78,9%, aumento de 69,6 pontos percentuais.
O crescimento também foi observado em instituições quilombolas e de educação especial. Nas escolas quilombolas, o acesso à internet subiu de 11,7% em 2015 para 84,3% em 2025, um avanço de 72,6 pontos percentuais. Já nas unidades voltadas à educação especial, o percentual passou de 40,9% para 92,2% no mesmo período.
Uso pedagógico
Entre 2019 e 2025, também cresceu o número de escolas públicas com internet voltada diretamente para atividades de ensino e aprendizagem. No estado, o índice passou de 7,7% para 47,9%. No mesmo intervalo, aumentou de 23,9% para 47,1% a proporção de escolas com computadores disponíveis para estudantes, como desktops ou laptops.
Estratégia nacional
Os resultados refletem políticas públicas voltadas à ampliação da conectividade nas escolas. Lançada em setembro de 2023, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (ENEC) reúne ações para ampliar o acesso à internet de qualidade, melhorar a infraestrutura elétrica e de rede interna (Wi-Fi) e incentivar o uso pedagógico das tecnologias digitais.
Entre 2023 e 2025, cerca de R$ 3 bilhões foram destinados a projetos de conectividade em escolas estaduais e municipais, em parceria com governos estaduais e prefeituras.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o objetivo é garantir que a tecnologia seja usada como ferramenta de apoio ao aprendizado.
“Queremos a tecnologia na escola com fins pedagógicos, auxiliando o processo de aprendizagem do aluno e complementando o trabalho do professor. Há um esforço do governo para garantir 100% de conectividade para esse fim”, afirmou.
O ministro destacou ainda que o Censo Escolar mede a conectividade de forma geral nas instituições, o que pode incluir acesso restrito a setores administrativos. Por isso, o governo criou indicadores específicos para acompanhar o uso em sala de aula.
Levantamento nacional
O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e reúne informações de cerca de 178,8 mil escolas de educação básica em todo o país. A divulgação dos dados referentes a 2025 ocorreu em 26 de fevereiro de 2026.
Os indicadores servem de base para a formulação e avaliação de políticas públicas educacionais, além de orientar programas do Ministério da Educação junto a estados e municípios. As informações também ajudam a calcular índices como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e orientam a distribuição de recursos federais, incluindo repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Além do Censo Escolar, o MEC também utiliza o Indicador Escolas Conectadas (INEC), que avalia se a internet disponível nas instituições possui qualidade adequada para uso pedagógico, considerando fatores como velocidade da conexão, presença de Wi-Fi e infraestrutura elétrica compatível.
Com informações do O Imparcial




