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Argentinos vão às urnas neste domingo (19) para eleger o novo presidente do país

Por Isabela Santana
Atualizado há 3 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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No primeiro turno, o peronista Sergio Massa teve quase 37% dos votos, enquanto o liberal Javier Milei teve quase 30%. (Fotos: Reprodução/X @unionxlapatria @JMilei)

Mais de 35 milhões de eleitores argentinos voltam às urnas neste domingo (19) para escolher quem governará o país pelos próximos quatro anos, nesta que é uma das eleições presidenciais mais acirradas das últimas décadas. O resultado será conhecido somente após as 21h (horário de Brasília).

Disputam o cargo o governista Sergio Massa (Unión por la Patria), atual ministro da Economia, e o economista ultraliberal Javier Milei (La Libertad Avanza). No primeiro turno, em 22 de outubro, Massa teve 36,69% dos votos válidos, e Milei, 29,99%.

O pleito se faz ainda mais relevante considerando o atual cenário da Argentina, que passa por uma das piores crises econômicas da sua história recente, com uma inflação de mais de 100%, além da instabilidade política e social. Os dois candidatos possuem propostas distintas do que farão para consertar o país se forem eleitos.

Javier Milei promete disrupção: reduzir ao mínimo o Estado argentino, extinguindo diversos ministérios que considera inúteis, como Saúde, Cultura e Educação. Quer ainda uma revisão dos valores de justiça social e igualdade na sociedade do país.

Sobre parceiros comerciais, Milei critica o Mercosul e rejeita a entrada da Argentina no BRICS. Ele acredita que a economia do país irá se desenvolver com incentivos ao comércio e exportações, mas que certos parceiros com ideologias divergentes não são necessários, como a China comunista.

Já Sergio Massa, que tem apoio do atual presidente Alberto Fernández e da vice Cristina Kirchner, propõe a manutenção de um Estado forte, que deve ser garantidor dos direitos dos cidadãos de forma mais eficiente e transparente.

Economicamente, ele promete equilíbio fiscal e cumprimento das metas do Fundo Monetário Internacional (FMI). O governista pretende ainda aumentar os parceiros comerciais da Argentina e reconstruir rendimentos prejudicados pela inflação.

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