O Supremo Tribunal Federal determinou nesta sexta-feira (24) o início do cumprimento das penas de cinco condenados por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes e inclui o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, além de outros integrantes do chamado “núcleo 2” da trama golpista.
Segundo o STF, o processo chegou ao chamado trânsito em julgado, quando não cabem mais recursos, o que leva à determinação de prisão definitiva dos condenados.
Além de Vasques, também tiveram a prisão decretada o general da reserva Mário Fernandes, o ex-assessor internacional Filipe Martins, o coronel Marcelo Câmara e a ex-diretora do Ministério da Justiça Marília de Alencar.
As penas variam de 8 a 26 anos de prisão, em regime inicial fechado. Apenas uma das envolvidas, Marília de Alencar, cumprirá inicialmente prisão domiciliar por questões de saúde, conforme decisão judicial.
Papel no esquema
De acordo com as investigações, o grupo atuava em funções estratégicas dentro da engrenagem que buscava impedir a posse do presidente eleito em 2022.
Entre as ações atribuídas aos condenados estão a elaboração de documentos com teor golpista, monitoramento ilegal de autoridades e uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral.
No caso de Silvinei Vasques, as acusações apontam para o uso da estrutura da PRF em operações durante o segundo turno das eleições, consideradas irregulares por investigadores.




