A diplomacia brasileira está de olhos bem abertos nos seus países vizinhos da América do Sul. Na última semana, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou um referendo sobre a conquista de parte das terras da Guiana pelo seu país. A região seria a da Essequiba, que compõe mais de 160 mil metros quadrados guianenses.
A ameaça de um possível conflito emitiu um alerta vermelho para o Itamaraty, que estaria abordando o assunto com cautela e tratando do assunto de maneira reservada com poucos envolvidos. Os interesses do Brasil estão em manter a paz e evitar que as discussões cheguem às vias de fato, apurou o Metrópoles com fontes dentro do governo.
Em Essequiba, há uma grande concentração de petróleo natural, o que atrai olhares dos venezuelanos, mas também dos Estados Unidos. No ano passado, a Guiana estabeleceu um acordo de cooperação militar com os americanos em troca da exploração por alguns pontos no território.
A abertura do referendo pela Venezuela está marcada para 3 de dezembro. Até lá, a situação é tensa entre os países envolvidos. Nas redes sociais, Maduro afirma que “a Guiana Essequiba nos pertence por herança e séculos de luta e sacrifício. Vamos construir a verdadeira paz e prosperidade para os nossos meninos e meninas”.
Em resposta, autoridades da Guiana acreditam que a medida venezuelana foi concebida para possuir um apoio da população, mas que rejeita a jurisdição e acabam por “minar a autoridade e a eficácia do principal órgão judicial”, reiterou Carl B. Greenidge, representante guianense.
Além do Brasil, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) também monitora a possibilidade de invasões ocasionadas pela Venezuela. A federação brasileira possui boas relações com ambos os países, e qualquer conflito entre os dois poderia afetar acordos bilaterais de extrema valia para o país.




