Em participação no podcast “Inteligência LTDA”, o ex-governador de Minas Gerais, e pre-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo), comparou as leis atuais com as de antigamente em relação ao trabalho infantil. O político foi entrevistado nesta sexta-feira (1º), no Dia do Trabalhador, por Rogério Vilela.
Em um contexto em que falava sobre sua infância, Zema destacou que começou a trabalhar a partir do momento em que aprendeu a contar. “Hoje eu não sei, mas, quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. Assim que eu fiz 14 anos, eu tirei”, relatou.
Em seguida, Zema afirmou que a esquerda brasileira “plantou” a ideia de que é errado crianças trabalharem: “Infelizmente, no Brasil se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário, mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela. Como eu falei, eu acompanhava meu pai o dia todo, contava parafusos, porcas e ajudava. Ele embrulhava em jornal, na época, era jornal o papel de embrulho. Então, hoje é Dia do Trabalho e, aqui no Brasil, parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica a criança”.
O político também comparou o cenário com a legislação dos Estados Unidos: “Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe não sei quantos centavos por cada jornal entregue”, disse.
Zema ainda acrescentou que, no Brasil, isso pode ser visto como escravização ou maus-tratos. Porém, concluiu afirmando que, caso seja eleito, essa será uma questão em que seu governo irá focar: “Você está escravizando crianças. Então, é lamentável. Mas acho, tenho certeza, de que nós vamos mudar isso aí”.
No Brasil, atualmente, o trabalho infantil é proibido para menores de 16 anos. Apesar disso, existem programas que permitem que, a partir dos 14 anos, o adolescente atue como aprendiz, sob regras e supervisão adequadas.




