O governo israelense aprovou um termo de cessar-fogo temporário com o grupo Hamas, da Palestina. A medida será aplicada por quatro dias até que reféns sequestrados de ambos os lados sejam libertos. Segundo o jornal The Times of Israel, serão resgatadas 50 pessoas das 240 que o grupo extremista capturou no dia 7 de outubro.
O anúncio aconteceu nesta terça-feira (21), após diversas reuniões do conselho de guerra israelense. Por dia, serão liberados de 10 a 12 reféns, segundo regulações do acordo. O plano também detalha a libertação de trinta crianças, oito mães e mais doze mulheres pelo Hamas. Israel também deve entregar 150 palestinos, entre eles mulheres e crianças feridas.
A primeira leva de reféns deve começar sua volta para casa nesta quinta-feira (23), de acordo com o Canal 12 de Israel. O país também deve permitir a entrada de 300 caminhões de ajuda humanitária e combustível por dia, segundo fontes israelenses ouvidas pela imprensa local. Os comboios irão seguir pela fronteira de Rafah, próxima ao Egito, onde recentemente 32 brasileiros conseguiram passar para voltar ao Brasil.
Um comunicado feito pelo grupo Hamas traz detalhes sobre o cessar-fogo. Durante os quatro dias de entrega de reféns, as movimentações militares dos dois países estão proibidas. O tráfego aéreo no Sul da Faixa de Gaza deve ser interrompido neste período, e será permitido no Norte por seis horas diárias, entre as 10h e as 16h. Prisões dentro da Faixa de Gaza ficarão proibidas nestes quatro dias.
Embora o acordo seja um avanço para as negociações de paz, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirma que a guerra está longe de terminar. “Quero esclarecer: estamos em guerra, continuaremos em guerra até atingirmos todos os nossos objetivos. Destruiremos o Hamas, traremos todos os nossos sequestrados e desaparecidos de volta e garantiremos que em Gaza não haverá nenhum partido que represente uma ameaça a Israel”, ressalta.
A declaração foi feita no mesmo dia que um bombardeio israelense deixou 8 mortos, incluindo jornalistas, no Líbano, em represália a membros do Hamas que atuam na região. Em um comunicado, o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, condenou o ataque contra os jornalistas e acusou Israel de querer “calar os meios de comunicação que denunciam seus crimes e suas agressões”.



