O governador cearense Elmano de Freitas (PT) desembarcou na capital federal, nesta segunda-feira (8), onde participou de ato pró-democracia que marcou o aniversário de um ano dos atentados aos Poderes em Brasília. Além de Elmano, outros 14 governadores participaram da solenidade, que reuniu cerca de 500 autoridades.
Todavia, chefes de 12 das 27 unidades da federação não compareceram. Entre estes, nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais; Tarcísio Freitas (Republicanos), Cláudio Castro (PL) e Romeu Zema (Novo), respectivamente.
Aproveitando a passagem pela capital federal, o governador cearense esteve ainda pela manhã com o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. “No encontro, dialogamos sobre parcerias em projetos de convivência com a seca, como a ampliação do número de poços, apoio a projetos de energia solar, além de ações voltadas para a garantia da segurança hídrica no nosso estado”, divulgou Elmano nas redes sociais.
Democracia Inabalada
Denominado “Democracia Inabalada”, o evento de aniversário do 8 de janeiro ocorreu no Congresso Nacional e reuniu o presidente da República, Lula da Silva (PT), bem como os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, além de governadores, ministros, parlamentares e representantes da sociedade civil e do Poder Judiciário. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cancelou a presença de última hora por problemas de saúde.
Proposta pelo próprio presidente da República, a solenidade buscou reafirmar a importância do regime democrático. “É um momento de festa para celebrar a democracia revigorada após os atos inaceitáveis do dia 8 de janeiro de 2023”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública em exercício, Ricardo Cappelli, no último dia 26.
A ocasião também foi marcada pela reintegração simbólica ao patrimônio público de uma tapeçaria de Burle Marx e de uma réplica da Constituição Federal de 1988. A obra de Burle Marx (sem título) foi criada em 1973 e vandalizada durante a invasão do Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2022. Após minucioso trabalho de restauração, a tapeçaria voltou ao patrimônio do Senado. Já a réplica da Constituição foi recuperada, sem qualquer dano, após ter sido furtada da sede do Supremo, também no dia do atentado.




