O Ceará lidera a participação de estudantes concluintes do Ensino Médio da rede pública entre os que fizeram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em todo o Brasil no ano de 2023. O índice chegou a 79,8% de participação; bem acima da média do País, que ficou em 46,7%. No ranking, logo atrás do Ceará, em segundo lugar, aparece o estado de Goiás, com 72,2% de participação. Em terceiro, está o Amapá, com 65,4%.
O resultado foi apresentado durante a divulgação dos resultados do Enem 2023, nesta terça-feira (16), na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF). Participaram do evento o ministro da Educação, Camilo Santana; e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios.
O desempenho positivo do Ceará foi destacado pelo governador Elmano de Freitas (PT). “Mais uma excelente notícia para a educação do nosso estado. (…) O percentual do Ceará é praticamente o mesmo quando a rede privada é incluída, o que mostra a eficiência da nossa rede estadual. A meta é ampliar esses dados para o próximo Enem, com mais investimentos e sempre apoiando e incentivando nossos estudantes sobre a importância da prova para o ingresso no ensino superior “, ressaltou o gestor municipal.
Se forem considerados os índices gerais de inscrição e participação no Enem 2023, ou seja, somando escolas públicas e privadas, o Ceará também fica à frente, com 80,2% de participação dos alunos concluintes do Ensino Médio. O índice também é igualmente superior ao do Brasil, que ficou em 50,8%. Neste cenário, Goiás segue ocupando o segundo posto, com 73,4%. O que muda é o terceiro lugar, que passa a ser a Paraíba, com 68,9%.
No Brasil, foram 1.181.081 inscritos no Enem, sendo que, destes, 837.622 integraram o certame de fato, comparecendo aos dois domingos de provas. No Ceará, foram 84.863 participantes, sendo 77.220 da rede pública.
Dados Nacionais
Na contramão dos números positivos do Ceará, o ministro Camilo Santana manifestou preocupação com a baixa participação de alunos da rede pública no exame. Entre 1,1 milhão de inscritos, apenas 46,7% participaram do Enem. No ano anterior, ainda sob reflexo da pandemia, a taxa ficou em 38,1%. “A gente precisa identificar o motivo que esse jovem que está concluindo o Ensino Médio não está fazendo o Enem”, ressaltou o ministro.
Para identificar os motivos pelos quais os jovens não estão realizando a prova, o MEC junto ao Inep devem realizar uma pesquisa até março, a fim de mitigar os problemas para o Enem 2024, conforme anunciado em coletiva de imprensa nesta terça-feira (16).
“O grande objetivo é sensibilizar os jovens sobre a política do Enem. O Enem é uma política que garante equidade, que garante democratização ao acesso [à universidade]. Eu sempre gosto de lembrar que, na época que eu fiz o vestibular, por exemplo, se eu quisesse fazer um vestibular para uma universidade em São Paulo, eu teria que me deslocar do Ceará até São Paulo para fazer o exame. Hoje, um jovem em qualquer lugar do Brasil pode fazer o Enem para qualquer universidade em qualquer local do país”, destacou o ministro da Educação, Camilo Santana.
Os estados que tiveram a menor participação dos estudantes concluintes do Ensino Médio foram: Roraima (31,5%), Amazonas (40%) e São Paulo (41,4%).



