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Política

STF marca julgamento de Eduardo Bolsonaro por suposta coação em processo sobre tentativa de golpe

Deputado federal cassado será julgado pela Primeira Turma do Supremo após denúncia da PGR que o acusa de tentar interferir em ação que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro
Por Sandra Costa
Atualizado há 38 minutos
Tempo de leitura: 3 mins
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Segundo a acusação da PGR, Eduardo Bolsonaro teria praticado atos com o objetivo de constranger e influenciar o andamento da ação penal que investigou a tentativa de golpe. Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Flávio Dino, marcou para o próximo dia 16 de junho o julgamento da ação penal contra o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro. O parlamentar é acusado de coação no curso do processo relacionado à tentativa de golpe de Estado investigada pela Justiça brasileira.

A definição da data ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, liberar o processo para julgamento. Com isso, caberá aos ministros da Primeira Turma analisar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República e decidir sobre a responsabilização criminal do ex-deputado.

Segundo a acusação da PGR, Eduardo Bolsonaro teria praticado atos com o objetivo de constranger e influenciar o andamento da ação penal que investigou a tentativa de ruptura institucional e que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e dois meses de prisão.

De acordo com a denúncia, as supostas condutas atribuídas ao parlamentar teriam buscado interferir na atuação de autoridades responsáveis pela condução do processo, configurando o crime de coação no curso do processo. A acusação sustenta que houve tentativa de embaraçar o regular funcionamento da Justiça durante a tramitação da ação.

O julgamento ocorrerá no plenário virtual da Primeira Turma do STF, colegiado composto pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Os magistrados analisarão os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa antes de proferirem seus votos.

Um dos aspectos que chama atenção no caso é a ausência de advogado constituído por Eduardo Bolsonaro até o momento. Diante da falta de indicação de defesa particular, a representação do parlamentar perante o Supremo ficará a cargo da Defensoria Pública da União, conforme previsto na legislação brasileira para garantir o direito à ampla defesa e ao contraditório.

A sessão do dia 16 de junho é aguardada com expectativa por ocorrer em um dos desdobramentos das investigações relacionadas aos atos que culminaram nas acusações de tentativa de golpe de Estado. O julgamento poderá definir o futuro processual do filho do ex-presidente e representar mais um capítulo das ações conduzidas pelo Supremo sobre os episódios investigados após as eleições presidenciais.

Caso haja condenação, os ministros também deverão discutir a dosimetria da pena e eventuais consequências jurídicas decorrentes da decisão. Já em caso de absolvição, a ação penal será encerrada em relação ao acusado.

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