Este final de semana marcará, oficialmente, o início da corrida eleitoral de 2026 no Ceará. Ainda na noite de sexta-feira (31), o governador Elmano de Freitas (PT) lançará sua candidatura à reeleição. Já no sábado (1º), o principal nome da oposição, Ciro Gomes (PSDB), oficializa sua decisão na convenção com seus partidos aliados.
Até o momento, a chapa majoritária da situação confirma a candidatura de reeleição do senador Cid Gomes (PSB), com Júnior Mano (PSB) na 1ª suplência, peça decisiva nas articulações. Nomes para vice e a segunda vaga ao Senado ainda aguardam confirmação.
No outro lado, o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União) é o candidato a vice na chapa encabeçada por Ciro, integrando a aliança que apoia Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União) para o Senado.
As duas frentes se articulam para um pleito que promete ser competitivo, caracterizado pela polarização ideológica e pelo protagonismo de pautas estruturais, com destaque para a segurança pública.
As alianças estratégicas trazem peso às campanhas, que buscam ampliar sua base de apoio. Padrinhos políticos de relevância nacional e local, como Lula (PT), Camilo Santana (PT), Jair Bolsonaro (PL) e André Fernandes (PL), deverão ser amplamente acionados pelas candidaturas para atrair votos.
Federação União Progressista
Outro fator de peso que pode alterar os rumos das articulações é a federação União Progressista. Presidida no estado por Capitão Wagner, o bloco formalizou apoio a Ciro Gomes para o governo do Ceará no último domingo (26).
Contudo, no decorrer da semana, os diretórios estaduais do União Brasil e do Progressistas acionaram a Justiça para anular a convenção de sua própria federação. Divergindo da decisão do bloco, os titulares dos partidos, Moses Rodrigues (União) e AJ Albuquerque (PP), decidiram solicitar o apoio à reeleição do governador Elmano.
Esse embate se arrasta há meses, pois o desfecho judicial definirá qual candidato, Ciro ou Elmano, irá usufruir da estrutura da federação, incluindo o tempo de TV e os recursos do fundo partidário.
Pós-convenção
A convenção partidária conclui o ato formal no qual as candidaturas são definidas para, em agosto, serem registradas na Justiça Eleitoral. Esse procedimento permite também a avaliação que permite concluir se políticos preenchem todos os requisitos legais para concorrer ao pleito.
Ainda em agosto, a campanha eleitoral ganha as ruas de forma oficial.




