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Ceará

Após audiência na Prefeitura, professores aguardam proposta de reajuste e mantêm estado de greve

Por Maria Eduarda Pessoa
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 3 mins
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O prefeito José Sarto registrou a audiência e informou que “uma nova reunião acontecerá até a próxima sexta-feira (2/2) para a Prefeitura apresentar uma proposta”. Foto: Reprodução/Instagram

O Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute) decidiu pela manutenção do estado de greve dos professores da rede pública de Fortaleza após audiência com o prefeito José Sarto, na tarde desta segunda-feira (29). A ideia é que a mobilização permaneça até sexta-feira (2), quando o gestor municipal deve apresentar uma proposta de reajuste salarial.  

O estado de greve pela cobrança de reajuste salarial de 10,09% foi aprovado em assembleia na manhã desta segunda-feira (29). A categoria reivindica a aplicação do reajuste visando alcançar o atual piso do magistério, que é de R$ 4.580,57 no vencimento inicial.

Com o mote “sem piso, sem aula”, o Sindiute convocou uma nova assembleia para esta terça-feira (30), na Escola Municipal de Tempo Integral Filgueiras Lima, no bairro Jardim América. A ação dos docentes irá paralisar as atividades na volta às aulas em Fortaleza.

Nas redes sociais, o prefeito José Sarto registrou a audiência e informou que “uma nova reunião acontecerá até a próxima sexta-feira (2/2) para a Prefeitura apresentar uma proposta”. 

 “A reunião é mais uma demonstração do nosso compromisso de dialogar com a categoria e ofertar um ensino público de qualidade para nossas crianças e adolescentes”, pontou Sarto, que aproveitou o espaço para detalhar os investimentos da sua gestão na área.

“A educação sempre foi tratada com máxima prioridade pela nossa gestão. Para vocês terem ideia, 27,51% de todo o orçamento de Fortaleza é aplicado na Educação. Outro dado importantíssimo: do ano passado para cá, a folha de pagamento dos professores aumentou em 20%. Concurso público para professores, reforma e expansão do nosso parque escolar, ações de valorização profissional e incentivo a educação permanente são alguns dos nossos esforços”, escreveu. 

O sindicato, por sua vez, cobra mais diálogo com o Executivo municipal. Em carta aberta publicada nas redes sociais, a classe diz que acompanha o caso com “profunda preocupação e indignação” e acusa a gestão municipal de “negligência”. 

“Durante todo o mês de janeiro, aguardamos uma audiência com a Prefeitura, inclusive utilizando meios de comunicação para cobrar esse diálogo essencial. No entanto, mais uma vez, fomos desapontados”.

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