A busca para prevenir a dengue atingiu outro patamar com o avanço da vacina do Instituto Butantan. O imunizante deve comprovar sua eficácia de 79,6% ainda este ano, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que as primeiras doses sejam aplicadas ainda em 2025.
O acesso a nova vacina chega em bom momento, já que ainda são poucas as doses da vacina japonesa Qdenga, que recentemente teve suas primeiras unidades importadas para o Brasil. Além disso, com a incidência do El Niño e as fortes ondas de calor que ajudam na proliferação do mosquito Aedes aegypti, o reforço imunizante será bastante necessário.
De acordo o infectologista Esper Kallás, diretor do Butantan, em entrevista ao G1, o instituto está prestes a concluir os cinco anos de acompanhamento dos voluntários, e uma vez que esses dados estejam consolidados, será possível determinar a longevidade da proteção induzida pela vacina.
O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), deu o prazo até setembro para que o desenvolvimento da vacina e a verificação da eficácia seja feita. Em entrevista à rádio CBN, ele reiterou que “a gente está tentando antecipar esse cronograma. Vamos apresentar à Anvisa de maneira que no ano que vem a gente possa fabricar e fornecer”.
A vacina do Butantan possui vantagens sobre a japonesa. Por exemplo, ela é de dose única, o que facilita a adesão ao imunizante e evita a necessidade de doses adicionais, o que facilita a logística e oferece mais oportunidades para a confiabilidade da população.
Até o momento, porém, os pesquisadores não sabem se quem tomou a vacina Qdenga poderá receber a do Butantan depois. “A gente precisa gerar mais informações e é possível que a gente tenha que fazer um estudo algum dia sobre combinações de vacina”, reitera Kallás.




