O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), anunciou nesta segunda-feira (27), através das suas redes sociais, mudança na chefia da pasta da Segurança Pública no Ceará. O delegado Roberto Sá substitui o agora ex-secretário Samuel Elânio.
“Desejo muito sucesso ao novo secretário Roberto Sá na missão de enfrentar fortemente a criminalidade e proteger os mais de nove milhões de cearenses”, escreveu o gestor.
Roberto de Sá já assumiu o mesmo cargo em mais outros dois estados, respectivamente no Rio de Janeiro e Espírito Santo. No estado fluminense, ele foi Subsecretário de Planejamento e Integração Operacional e oficial da Polícia Militar. Como membro da corporação, foi o primeiro colocado no Curso de Operações Especiais do BOPE, onde serviu e foi instrutor. Ele também já foi aluno do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais.
A mudança na Secretaria ocorre uma semana após Samuel Elânio,, ter reconhecido a alta de homicídios no Ceará, mas afirmar que os dados eram “razoáveis”.
“Estamos falando de um aumento considerando reduções em cima de reduções. Obviamente, se tivermos um homicídio hoje e amanhã tivermos dois, aumentamos 100%. Mas comparado com todo o período, um período bem maior do que esse, nós ainda estamos com um número razoável. Mas sabemos que devemos melhorar e vamos melhorar”, afirmou Elânio em coletiva na última quarta-feira (22).
A fala do secretário foi criticada por outras figuras políticas, como o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), e o presidente da Câmara Municipal, Gardel Rolim (PDT), que chegou a pedir a demissão de Elânio. “Como podemos aceitar isso enquanto nossas famílias vivem com medo? Esse governo precisa agir com seriedade! Exigimos a demissão imediata desse secretário que ignora a realidade das ruas”, declarou Rolim nas suas redes sociais.
Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), em 2024, os registros mensais do número de homicídios demonstraram alta se comparados aos dos anos anteriores. Fevereiro, março e abril superaram os meses correspondentes dos últimos três anos. Foram 257, 278 e 320 homicídios, respectivamente. Nos últimos quatro anos, 2020 foi o pior em relação ao número de mortes no Ceará, com 4.039 casos registrados.




