O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, apresentou um mal-estar nesta terça-feira (21) na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso, e precisou de atendimento médico. A informação foi divulgada pelo blog da jornalista Andréia Sadi.
De acordo com informações divulgadas pela PF, Vorcaro foi avaliado por profissionais de saúde dentro da própria unidade prisional, após relatar indisposição. O atendimento ocorreu sem necessidade de transferência hospitalar, e o quadro inicial não foi considerado grave.
Após o episódio, o empresário foi submetido a exames médicos para avaliação mais detalhada de seu estado de saúde. A expectativa é de que novos exames complementares sejam realizados, com acompanhamento contínuo da equipe médica.
Vorcaro está preso desde março deste ano no âmbito de investigações conduzidas pela Polícia Federal relacionadas a suspeitas de irregularidades no sistema financeiro. O caso tem repercussão nacional e é acompanhado de perto por autoridades e pelo mercado.
O episódio de saúde ocorre em meio ao andamento das investigações, sem alteração, até o momento, nas medidas judiciais impostas ao empresário. A defesa e familiares acompanham a situação, enquanto a PF mantém o monitoramento do quadro clínico dentro dos protocolos previstos.
Relembre o caso do Banco Master
O Banco Master ganhou notoriedade ao oferecer produtos de renda fixa, como CDBs, com rentabilidade acima da média do mercado. Segundo as investigações, a estratégia teria sido utilizada para mascarar uma crise de liquidez. Em 18 de novembro de 2025, a instituição foi liquidada pelo Banco Central do Brasil, em razão do descumprimento de normas do sistema financeiro e da deterioração de sua situação econômica.
O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do banco, é apontado como principal alvo da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, após investigações. Ele foi preso duas vezes. A primeira ocorreu em novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava deixar o país.
As investigações apuram suspeitas de emissão de cerca de R$ 50 bilhões em CDBs sem lastro, além de possíveis crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A segunda prisão foi decretada em 4 de março pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A decisão teve como base mensagens encontradas no celular do empresário que indicariam tentativas de interferência em decisões regulatórias, além de indícios de ameaças e práticas de corrupção.




