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Ceará

Sindicato dos professores da Uece realiza manifestação em frente à Assembleia

Por Paulo Roberto Maciel
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 2 mins
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A categoria busca o diálogo com o Governo do Estado (Foto: Evellyn Castro/UrbNews)

Uma mobilização de professores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) ocorreu na manhã desta terça-feira (4) às portas da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). A categoria, que está há 60 dias em greve, busca o diálogo com o Governo do Estado e defende a abertura de mais encontros de negociação com o Executivo.

De acordo com o professor Nilson Cardoso, presidente do Sindicato dos Docentes da Uece (SindUece), as mesas de diálogo estão paralisadas há mais de 30 dias. “Nós queremos sensibilizar os parlamentares para que movimentem o governo para abertura das negociações. Nós queremos negociar, nós queremos dialogar, nós temos uma contraproposta que foi apresentada e queremos manter contato com o Estado”, reforça.

As reivindicações dos professores estaduais são baseadas na melhoria salarial e no plano de carreira ao longo alcance. Em um dos últimos encontros entre docentes e representantes do Governo do Ceará, no dia 30 de abril, a categoria negou a proposta estadual de ampliação em 25% do quadro de cargos e ampliação da carreira, trazendo a classe Titular acessível por promoção, a partir de 2026.

Os docentes argumentaram que possuem perdas salariais de 37,5%, portanto a proposta seria inviável para receber um aceite, alegando também a ausência de um cronograma de recomposição salarial. Como contraproposta, a assembleia propôs a ampliação do vencimento base dos salários dos professores do ensino superior, juntamente do ensino básico.

“Essas são duas categorias que possuem a mesma função social, que é educar a população. Então é mais do que justo que nós [professores do ensino superior] tenhamos o mesmo vencimento base que os professores da educação básica. Temos uma categoria especializada, que faz mestrado e doutorado, e isso interfere nos seus salários”, finaliza Cardoso.

A UrbNews entrou em contato com a assessoria da Assembleia Legislativa e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria

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