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Papa Leão 14 celebra missa e inaugura torre na Sagrada Família, em Barcelona

Nova torre com 172,5 metros de altura, projetada por Antoni Gaudí (1852-1926) agora é a mais alta do mundo
Por UrbNews
Atualizado há 45 minutos
Tempo de leitura: 4 mins
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Missa na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona. Foto: Vatican Media

O papa Leão 14 participou nesta quarta-feira (10) de uma cerimônia histórica na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, para inaugurar uma nova torre da igreja projetada pelo arquiteto Antoni Gaudí (1852 – 1926), agora a mais alta do mundo, com 172,5 metros de altura.

O templo é o cartão-postal mais conhecido da capital catalã e também um dos mais famosos de toda a Europa. Após celebrar uma missa no interior da basílica, o sumo pontífice abençoou a nova estrutura, chamada Torre de Jesus Cristo. No topo dela, há uma cruz branca com 17 metros de altura e 13,5 metros de largura, que foi içada por um guindaste e que pode ser avistada de várias áreas da cidade.

“Esta cruz brilha durante o dia, refletindo a luz do sol, e também à noite, iluminando a cidade como um farol voltado para o Mediterrâneo”, afirmou o sumo pontífice durante a homília.

A inauguração ocorreu no mesmo dia em que se completou o centenário da morte de Gaudí, considerado um dos arquitetos mais influentes da história da Espanha. Também foi um dos principais momentos da visita do papa ao país europeu, durante a qual ele tem reiterado que a continuidade de conflitos internacionais levou o mundo a uma profunda crise.

Na missa, Leão 14 afirmou que aqueles que acreditam em Jesus não podem “promover a guerra”, no que foi considerado uma crítica velada ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nos últimos meses, a tensão entre o líder da Igreja Católica e o americano aumentou após o sumo pontífice criticar a guerra do Irã. A Casa Branca, por sua vez, refere-se ao conflito sob a ótica de uma guerra santa.

Antes, Leão 14 foi recebido do lado de fora da basílica pelo rei Felipe 6º e pela rainha Letizia, segundo a agência AFP. Foi é a terceira visita de um papa à Sagrada Família, um ano após o Vaticano aprovar uma nova etapa no processo de canonização de Gaudí, chamado pela Santa Sé de o “arquiteto de Deus”.

Nascido em 1852, Gaudí era um católico devoto e dedicou mais de quatro décadas à construção da Sagrada Família. Ele assumiu o projeto em 1883 e continuou trabalhando nele até sua morte, em junho de 1926, quando foi atropelado por um bonde em Barcelona.

A conclusão da basílica permanece um desafio. O monumento possui três fachadas com estilos arquitetônicos distintos e um conjunto de 18 torres inspiradas em elementos da natureza. Embora a conclusão estivesse prevista para este ano, o prazo foi adiado para 2035.

Considerada a obra-prima de Gaudí, a Sagrada Família integra a lista de Patrimônio Mundial da Unesco, juntamente com outras seis obras do arquiteto. A igreja atrai milhões de visitantes a Barcelona todos os anos. Somente em 2025, a basílica recebeu 4,9 milhões de visitantes, um recorde. Os recursos obtidos com a venda de ingressos financiam a continuidade das obras.

Antes da cerimônia na basílica, Leão 14 visitou uma das maiores penitenciárias da Espanha, tornando-se o primeiro papa a visitar uma prisão no país. O sumo pontífice incentivou os presos a repararem os erros cometidos e a assumirem o compromisso de construir uma vida melhor. Segundo ele, o passado de uma pessoa “não condena o futuro, mas oferece a possibilidade de mudar nossas decisões e escolhas”.

O pontífice também esteve na abadia beneditina de Montserrat, localizada numa região montanhosa a cerca de 60 quilômetros de Barcelona. No local, pediu aos monges que evitassem “palavras ofensivas, julgamentos precipitados, fofocas e calúnias”, incluindo nas redes sociais.

Durante a viagem à Espanha, o papa também celebrou uma missa para 1,2 milhão de pessoas em Madri, no domingo (7), e criticou os abusos sexuais cometidos por integrantes do clero, descritos por ele, na segunda (8), como uma praga para a Igreja Católica. O pontífice cobrou uma resposta com “escuta, verdade, justiça e reparação” às vítimas.

A viagem terminará com foco na migração nas Ilhas Canárias, destino chave das chegadas de migrantes em situação irregular. Lá, o papa deverá se encontrar com pessoas que arriscaram a vida ao cruzar o oceano vindos da África Ocidental nesta quinta (11) e sexta (12).

Com informações da Folhapress

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