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Amazonas

Manaus tem um aumento de mais de 130% nos casos de malária, aponta Semsa

Por Bergson Araujo
Atualizado há 2 anos
Tempo de leitura: 3 mins
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De 1° de janeiro até quinta-feira (13), Manaus teve 2.258 casos positivos, o que corresponde a um crescimento de 131%. (Foto: Reprodução/Governo do Acre)

Manaus, capital do Amazonas, teve um aumento de 130% nos casos de malária em 2024, segundo os dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa). O levantamento tem como base o comparativo dos cinco primeiros meses do ano com os do ano passado.

Segundo os dados que constam no Sistema de Informações de Vigilância Epidemiológica (Sivep) – Notificação de casos de Malária, de 1° de janeiro até quinta-feira (13), Manaus teve 2.258 casos positivos, o que corresponde a um crescimento de 131%, comparado ao mesmo período de 2023.

Com o objetivo de controlar o alto índice, a Prefeitura de Manaus, por meio da Semsa, iniciou, na última terça-feira (11), no Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, a Oficina Conjunta de Eliminação da Malária, promovida em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e o Ministério da Saúde.

Durante o lançamento da oficina, a diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador, Marinélia Ferreira, ressaltou que o planejamento para a eliminação da malária em Manaus segue a estratégia global, conduzida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com meta de redução de pelo menos 90% dos casos da doença até 2030 em relação a 2015 e da eliminação de malária em pelo menos 35 países.

“O Ministério da Saúde lançou em 2022 o ‘Plano Nacional de Eliminação da Malária – Elimina Malária Brasil’ e o Amazonas assinou a carta de compromisso de eliminação da doença até 2035. O trabalho de controle da malária em Manaus é essencial para atingir todos os objetivos propostos e a Oficina Conjunta é mais um passo para o alcance das metas”, reforçou Marinélia.

Doença

Doença infecciosa febril aguda, a malária é transmitida por meio da picada de fêmea do mosquito Anopheles infectadas por protozoários do gênero Plasmodium, que é o causador da doença. 

Os sintomas mais comuns são: febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. A doença tem cura e o tratamento é gratuito, mas, se não for diagnosticada e tratada de forma precoce e adequada, pode evoluir para formas graves.

Considerando a série histórica de casos da doença, a chefe do Núcleo de Controle da Malária da Semsa, Ilauana Oliveira Paz, informa que em 2019 o município notificou 6.530 novos casos, em uma redução de 22% em relação ao ano de 2018. Seguindo a série histórica, em 2020, houve redução de 19% e em 2021 a redução foi de 15,3%, chegando em 2022 com redução de 36,84%.

“Já no ano de 2023 houve um aumento de 34,1% nos novos casos de malária, em relação a 2022. A doença é endêmica em Manaus, favorecida por questões ambientais e climáticas que facilitam a proliferação do mosquito transmissor da doença”, apontou Ilauana.

Com informações da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus

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