A força-tarefa da Polícia Técnico-Científica de São Paulo afirmou que as vítimas do acidente com avião da Voepass morreram devido a um politraumatismo no momento da queda. O Instituto Médico Legal (IML) do Estado também aponta que a identificação dos 62 corpos ainda não tem prazo para terminar. As informações foram divulgadas pelos policiais nesta segunda-feira (12).
“Temos a convicção e certeza científica de que todos morreram de politraumatismo. A aeronave despencou de 4.000 metros e o impacto causou múltiplos traumas. Já as queimaduras, que culminaram na carbonização de alguns corpos, foi secundária aos traumas”, afirmou Vladmir Alves dos Reis, diretor do IML, em coletiva.
Um boletim divulgado pelo Governo de São Paulo aponta que, até a tarde desta segunda (12), 27 corpos foram identificados e 12 liberados aos familiares, que são os primeiros a serem comunicados sobre o andamento do trabalho de reconhecimento. Outros três corpos estão com as declarações de óbito finalizadas, em processo de liberação às famílias.
“Mais de 40 médicos, equipes de odontologia legal, antropologia e radiologia trabalham na identificação dos corpos das vítimas do acidente aéreo, com apoio de equipes do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt – IIRGD. Com isso, 23 vítimas puderam ser identificadas pelas impressões digitais e quatro por meio da análise da arcada dentária”, informa a nota do governo.
A tragédia com o avião de modelo ATR-72 é considerada o pior acidente aéreo do Brasil desde 2007, quando 187 pessoas morreram na colisão entre uma aeronave da TAM e um prédio da empresa junto de um posto de gasolina.
Os dados da caixa-preta do avião da Voepass, foram extraídos no domingo (11), incluindo os áudios com as conversas na cabine de comando nos minutos finais do voo 2283. Entretanto, as autoridades responsáveis pelas investigações não divulgarão informações ao público antes de 30 dias. De acordo com as informações iniciais da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o avião estava em situação regular.




