O Amazonas tem sofrido um aumento de casos de arboviroses. Já são 8,3 mil registros e quatro mortes desde o início do ano. Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses, que também mostra 83 casos prováveis de Zika, 103 de chikungunya e 3.230 de oropouche no estado.
Os riscos se mostraram ainda mais evidentes após a identificação de um caso de dengue do sorotipo 3 do vírus, do qual não se tinha registro no Amazonas desde 2009. A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), alertam para a intensificação da vigilância e combate à dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
“O caso foi identificado pela FVS-RCP, por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), em conjunto com o Instituto Leônidas e Maria Deane da Fundação Oswaldo Cruz (ILMD/Fiocruz Amazônia).
Trata-se de uma pessoa, com idade entre 30 e 40 anos, residente em Manaus, que apresentou dor de cabeça, febre, dor em articulações pelo corpo e erupções cutâneas com coceira. O diagnóstico por biologia molecular detectou DENV-3 no dia 9 de outubro. O paciente recebeu alta médica, está sendo monitorado e segue estável”, diz boletim epidemiológico da FVS.
Número de casos
De 1º de janeiro a 26 de setembro de 2024, foram confirmados, laboratorialmente e por critérios clínico-epidemiológicos, 6.191 casos de dengue no Amazonas, sendo 92,9% causados por DENV-2 e 7,1% por DENV-1. Em 2023, foram registrados 5.238 casos de dengue no Amazonas, também confirmados pelos critérios laboratorial e clínico-epidemiológico.




