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Economia

Dólar e Bolsa sobem com tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros e tensão no Oriente Médio

Na manhã desta sexta, os Estados Unidos intensificaram sua campanha de bombardeios contra o Irã, atingindo pontes e um aeroporto
Por UrbNews
Atualizado há 37 minutos
Tempo de leitura: 4 mins
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Às 11h47, o dólar avançava 0,25%, cotado a R$ 5,112. Já o Ibovespa avançava 0,18%, aos 174.153 pontos. Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (17), com investidores repercutindo o anúncio de que os Estados Unidos irão impor uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros e a possibilidade de o Brasil retaliar a medida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

Ainda em meio aos desdobramentos do tarifaço, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pediu ao Ministério da Fazenda a liberação de mais R$ 7,25 bilhões para reforçar as linhas de crédito criadas pelo governo federal para apoiar empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O mercado também acompanha o agravamento das tensões no Oriente Médio e a expectativa de queda das bolsas em Nova York, após o balanço negativo da Netflix reforçar a aversão ao risco.

Às 11h47, o dólar avançava 0,25%, cotado a R$ 5,112. Já o Ibovespa avançava 0,18%, aos 174.153 pontos.

Otávio Araújo, consultor sênior da ZERO Markets Brasil, afirma que a expectativa é de que o Ibovespa opere sob pressão nesta sexta, com investidores divididos entre o agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio, que pressiona os preços das commodities, e a escalada da guerra comercial entre EUA e Brasil.

Na manhã desta sexta, os Estados Unidos intensificaram sua campanha de bombardeios contra o Irã, atingindo pontes e um aeroporto. Em resposta, Teerã lançou ataques contra bases americanas em todo o Oriente Médio. Uma usina de energia e dessalinização no Kuwait também foi atingida pelo Irã.

No estreito de Hormuz, onde a retomada do conflito voltou a interromper parte do fornecimento global de energia, fuzileiros navais americanos abordaram um navio-tanque, enquanto outra embarcação teria sido atingida por um projétil. Às 10h57, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 86 com alta de 3,16%.

Em Wall Street, Araújo afirma que as bolsas americanas devem operar em forte queda, refletindo não apenas a escalada das tensões no Oriente Médio, mas também o balanço negativo da Netflix, que aumenta a aversão ao risco e pode contaminar os mercados emergentes, incluindo o brasileiro.

Na última quinta-feira (16), as ações de empresas de chips e fabricantes de componentes para computadores voltados à inteligência artificial registraram fortes quedas.

Durante a manhã, o S&P 500 caía 1,27%, o Nasdaq recuava 1,73% e o Dow Jones tinha queda de 0,12%.

Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, afirma que os investidores também acompanham, nos Estados Unidos, a divulgação de dados sobre construção de moradias, produção industrial e confiança do consumidor, em um cenário em que os juros de longo prazo seguem elevados.

No Brasil, Jucélia Lisboa, economista e sócia da Siegen Consultoria, afirma que o cenário econômico passou a apresentar alguns sinais mais favoráveis para a discussão sobre uma eventual redução dos juros, especialmente após a divulgação do IPCA de junho, que veio abaixo do esperado, e dos sinais de moderação no mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Ainda assim, ela diz que esse ambiente não está consolidado. Apesar da desaceleração da inflação brasileira, o índice segue acima do centro da meta, enquanto as expectativas do mercado continuam indicando cautela em relação à condução da política monetária.

O cenário brasileiro também conta com a influência de novos dados de atividade econômica. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), avançou 0,1% em maio na comparação com abril.

O resultado veio acima das expectativas do mercado. Economistas consultados pela Reuters projetavam estabilidade para o indicador no período.

Com informações de Júlia Galvão, da Folhapress.

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