O mercado imobiliário passou por transformações nos últimos tempos, e a capacidade de rápida adaptação tornou-se o divisor de águas entre esse processo. No Ceará, a construtora J. Simões não apenas atravessou essas mudanças, mas consolidou um crescimento expressivo ao completar 40 anos de história no setor.
Em entrevista concedida à Urbnews, Daniel Simões, diretor de marketing do Grupo J. Simões, detalhou os bastidores operacionais da companhia e fez uma análise minuciosa sobre a dinâmica atual do setor no Nordeste. “O que eu tenho percebido nos últimos anos é que essas mudanças, elas têm acontecido cada vez mais rápido. Coisas que antigamente demoravam dez, vinte anos para acontecer, hoje acontece de cinco, dois [anos]. Elas estão acontecendo cada vez mais rápido”, pontua o executivo.
Segundo Daniel, atuar na construção civil exige o exercício constante de olhar para o passado enquanto se mantém os olhos fixos no futuro, uma vez que a arquitetura urbana é o reflexo direto das mudanças comportamentais da própria população.
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Compromisso com o prazo
Apesar da velocidade com que novas tecnologias e conceitos habitacionais emergem, existem pilares que o grupo trata como inegociáveis, sendo a pontualidade na entrega o principal deles. O cumprimento dos cronogramas se torna parte da confiança da marca para o cliente.
“Uma das coisas que a gente não quer mudar e não pode mudar é esse compromisso com o cliente daquele cara, seja ele morador, seja ele investidor, que ele está comprando um apartamento, mas que ele quer ter a certeza de que vai receber e preferencialmente receber no prazo. Então, isso a gente entende como uma coisa que não pode mudar.” ressalta Daniel.
A capital do Ceará em números
Atualmente, Fortaleza é a quarta maior capital do país em população, atrás apenas de capitais de escala como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. No cenário regional, o protagonismo é ainda mais evidente: o mercado imobiliário cearense responde por quase 25% de todo o volume medido entre as capitais do nordeste.
No ano passado, a capital registrava uma oferta ativa de aproximadamente 10 mil unidades habitacionais, um volume que chega a ser o dobro ou até 60% maior do que o registrado em outras cidades da região como Salvador, Recife e João Pessoa.
Para antecipar movimentos complexos como esse, a Jota Simões adota uma gestão fortemente orientada por dados. A empresa investe continuamente em pesquisas macroeconômicas e comportamentais para desenhar projetos que permaneçam eficientes e valorizados a longo prazo, em vez de se tornarem obsoletos em poucos anos.
Isso envolve compreender desde os impactos da Inteligência Artificial no mercado de trabalho, o que se traduz na inclusão obrigatória de áreas de coworking e minimercados autônomos nos prédios até o crescente foco global em saúde e bem-estar.
Empreendimentos contemporâneos, segundo Daniel, precisam incorporar nativamente o conceito de catálogo wellness, oferecendo infraestrutura completa que inclui desde piscinas de natação a academias internas e externas. “Hoje muitas pessoas têm buscado novas, as pessoas têm feito uma releitura da sua própria saúde e hoje é inadmissível a gente pensar um empreendimento que não tenha um conceito de wellness, que você não tenha uma piscina para a natação, que você não tenha uma academia interna e externa”, conclui Simões.




