O Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) pediu nesta segunda (18) o arquivamento das investigações sobre as acusações de lavagem de dinheiro envolvendo o cantor Gusttavo Lima.
Em nota, o MP informou que “após análise detalhada, o MPPE concluiu que não houve irregularidades nas transações relacionadas à venda e distrato da aeronave Cessna Aircraft, modelo 560XLS, e na posterior venda para a empresa JMJ Participações”.
A denúncia se referia a venda e a devolução da aeronave do artista para o empresário Darwin Henrique da Silva, da Esportes da Sorte, dentro da Operação Integration, que investiga lavagem de dinheiro de jogo do bicho e jogos de azar na internet.
Como justificativa para o pedido de arquivamento do processo, o Ministério Público explica que a negociação, documentada e com “as respectivas movimentações bancárias registradas (…) não demonstra a prática de crimes de lavagem de dinheiro”.
Ainda de acordo com o MP, não existem “elementos que demonstrem ocultação ou dissimulação de bens e/ou valores”; nem o conhecimento prévio de que o dinheiro usado por Darwin Filho para comprar o avião era fruto de “infração penal”; e de que havia a intenção de “ocultar ou dissimular a utilização dos ativos”.
“Portanto, de acordo com o MPPE, os documentos apresentados comprovaram que todas as operações foram conduzidas de forma regular e em conformidade com a legislação vigente, não havendo qualquer evidência de prática ilícita”, finalizou a decisão.
Relembre o caso
A operação apontou que Gusttavo Lima vendeu, através de sua empresa, um jato para a Esportes da Sorte, que depois foi devolvido por alegação de um problema na turbina. A mesma aeronave foi vendida novamente, desta vez, para os donos da Vai de Bet.
O caso do astro sertanejo é um desdobramento da Operação Integration, deflagrada no começo de setembro, que culminou em 19 mandados de prisão, entre eles da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e 24 mandados de busca e apreensão em cinco estados.




