Entre 24 e 30 de novembro, os casos confirmados de Covid-19 no Ceará quadruplicaram, conforme a plataforma IntegraSUS, atualizada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) às 9h22 deste sábado (7).
Considerando as duas últimas semanas do mês, o número de infectados foi de 766 no período de 17/11 a 23/11 (semana 47) para 3.308 na semana seguinte, de 24/11 a 30/11 (semana 48), ou seja, um aumento de mais de 300% do número de casos em relação à semana anterior.
Na semana 49, que corresponde aos primeiros 7 dias de dezembro, os casos confirmados de Covid-19 já somam 2.943, sendo a semana com a segunda maior taxa de positividade para a doença este ano.
Conforme a Sesa, o alto número de contágio é causado pela circulação de novas sublinhagens da ômicron: a LP.8.1, não encontrada anteriormente no Brasil, e a XEC, também detectada em São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Ainda de acordo com o documento, a partir do período de 27 de outubro, é possível observar “um crescimento exponencial na quantidade de casos” e na taxa de positividade, que atingiu 49,9% na última semana de novembro, ou seja, quase metade dos pacientes que realizaram o exame testaram positivo.
Do total, 37% dos casos estão concentrados no município de Fortaleza (1.023). Nas últimas quatro semanas (SE 45 a 48), 16,6% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag) correspondem à Covid-19. Além de 9% outros vírus respiratórios e 31% por Srag não especificada. Outros 43,4% dessas notificações estão em investigação.
A Sesa orienta ao indivíduo que apresente algum sintoma gripal, como coriza, coceira no nariz, tosse e dor de garganta, a procurar orientação médica. Em caso de teste positivo, o indicado é permanecer em isolamento por cinco dias, contando a partir do primeiro dia de sintomas.
Após o quinto dia, em caso de permanência dos sintomas, o isolamento deve ser mantido até o sétimo dia. Se persistirem os sintomas, deve continuar até o 10º dia. Caso o paciente não tenha sintomas a partir do 7º dia, pode sair do isolamento.




