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Política

Após Lula defender o Pix, Flávio Bolsonaro exibe cartaz: ‘O Pix é do Brasil e do Bolsonaro’

A discussão sobre o sistema de pagamentos iniciou-se quando Trump citou uma possível tarifa sobre empresas brasileiras
Por UrbNews
Atualizado há 15 segundos
Tempo de leitura: 2 mins
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O sistema de pagamento foi citado pelo governo dos Estados Unidos como uma das razões para a proposta de tarifa de 25%. Foto: Artur Búrigo/Folhapress

O senador Flávio Bolsonaro (PL) exibiu nesta quarta-feira (3) um cartaz com a mensagem “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro!!!” Um dia após o presidente Lula (PT) levantar outro que dizia “O Pix é do Brasil!”.

O sistema de pagamento foi citado pelo governo dos Estados Unidos como uma das razões para a proposta de tarifa de 25% aplicada sobre as empresas brasileiras e virou motivo de disputa entre petistas e bolsonaristas.

O governo Trump argumenta que o Banco Central favorece o sistema brasileiro de pagamentos em detrimento de empresas americanas do setor financeiro. Os EUA chamam o Pix de “campeão nacional” de sistemas de pagamento, e afirmam que o “duplo papel” do BC como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses.

A campanha de Lula pretende usar o Pix como bandeira eleitoral, estabelecendo um paralelo com a defesa das urnas eletrônicas no pleito de 2022.

O Pix começou a ser desenvolvido por equipe técnica do BC (Banco Central) durante o governo de Michel Temer (MDB), em 2018, quando o presidente da autoridade monetária era Ilan Goldfajn, e foi lançado em novembro de 2020, no período da gestão de Jair Bolsonaro (PL), quando Roberto Campos Neto estava à frente do BC.

O sistema entrou em plena operação em 16 de novembro de 2020, colocando o Brasil no rol de países com um sistema de pagamentos instantâneos em funcionamento.

Em 2016, Goldfajn sinalizou que a instituição se preparava para lançar uma ferramenta inspirada no Zelle, plataforma similar ao Pix que a fintech Early Warning Services havia anunciado pouco tempo antes nos Estados Unidos.

O balanço de 2016 da Agenda BC+, projeto que propõe novas ações para modernizar e dar mais eficiência ao sistema econômico, já previa “elaborar normas que aumentem a agilidade dos processos de autorização dos arranjos de pagamento”.

Em maio de 2018, seis meses antes da eleição em que Bolsonaro foi eleito presidente, o BC instituiu o grupo de trabalho Pagamentos Instantâneos, com cinco subgrupos destinados a debater temas específicos como segurança e agilidade.

Com informações da FolhaPress.

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