O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) articula uma comitiva de parlamentares brasileiros para ir à posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, no próximo dia 20. Duas deputadas cearenses manifestaram interesse em integrar o séquito.
Até a última semana, 37 parlamentares haviam demonstrado interesse em acompanhar a cerimônia em Washington, capital dos EUA. Entre eles, duas cearenses: Mayra Pinheiro (PL-CE) e Dayany Bittencourt (União Brasil-CE).
Mayra, integrante do partido de Bolsonaro, exerce mandato como suplente. Ela estava na vaga do ex-candidato à Prefeitura de Fortaleza, André Fernandes (PL), que já retornou à Câmara. Atualmente, ela substitui Júnior Mano, hoje no PSB e eleito pelo PL, que segue de licença.
Deputados brasileiros que demonstraram interesse em acompanhar a posse de Trump:
- Paulo Bilynskyj (PL-SP)
- Gustavo Gayer (PL-GO)
- Zé Trovão (PL-SC)
- Capitão Alden (PL-BA)
- Fernando Máximo (União-RO)
- Mayra Pinheiro (PL-CE)
- Giovani Cherini (PL-RS)
- Cristiane Lopes (União-RO)
- Coronel Ulysses (União-AC)
- Daniela Reinehr (PL-SC)
- Rodolfo Nogueira (PL-MS)
- Delegado Caveira (PL-PA)
- Dayany Bittencourt (União-CE)
- Coronel Fernanda (PL-MT)
- Fernando Rodolfo (PL-PE)
- Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
- Coronel Meira (PL-PE)
- Marcelo Moraes (PL-RS)
- Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
- Carla Zambelli (PL-SP)
- Pastor Marco Feliciano (PL-SP)
- Vermelho Maria (PL-PR)
- Silvia Waiãpi (PL-AP)
- José Medeiros (PL-MT)
- Daniel José (Podemos-SP)
- Pedro Lupion (PP-PR)
- Maurício Marcon (Podemos-RS)
- Gilvan da Federal (PL-ES)
- Evair de Melo (PP-ES)
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
- Messias Donato (Republicanos-ES)
- Sargento Gonçalves (PL-RN)
- Capitão Alberto Neto (PL-AM)
- Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
- Bia Kicis (PL-DF)
- Filipe Barros (PL-PR)
- Rodrigo Valadares (União-SE)
Passaporte apreendido
Jair Bolsonaro aguarda a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre se terá o passaporte liberado para comparecer à posse de Trump. O documento do ex-presidente está retido desde 8 de fevereiro de 2024 pela Polícia Federal (PF).
A apreensão do passaporte é uma medida cautelar para evitar a fuga do ex-presidente durante o andamento da instrução criminal, que investiga a participação de Bolsonaro em uma tentativa de golpe de Estado após a última eleição presidencial.
O ex-chefe do Executivo foi indiciado ao final das investigações sobre a tentativa de golpe. De acordo com a PF, Bolsonaro “planejou, atuou e teve o domínio” de uma tentativa de reversão do resultado das urnas em 2022.
Durante entrevistas, Bolsonaro já afirmou que se sente “perseguido” pela Justiça e não descarta o refúgio em uma embaixada.




