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Política

‘Batalha de bonés’: entenda a tendência que tem mobilizado políticos da esquerda e da direita

Por Maria Eduarda Pessoa
Atualizado há 10 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Icônico boné de Trump serviu de inspiração para versões brasileiras. Foto: Arte/Reprodução/Instagram

Inspiradas no icônico boné usado pelo presidente Donald Trump com a frase “Make America Great Again”, políticos brasileiros criaram versões próprias do adereço para engajar junto às suas bases.

Tudo começou quando o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), usou o acessório para comemorar a posse de Trump nos Estados Unidos. Em vídeo, ele aparece colocando o boné vermelho com o slogan da campanha do republicano e dispara: “grande dia!”. A ação foi interpretada com um aceno à ala conservadora e foi acompanhada por mensagens de apoio e críticas. 

Do outro lado, veio a reação. No último sábado (1º), durante a eleição para a presidência do Senado, ministros e parlamentares aliados ao governo Lula (PT) usaram um boné azul, com a frase “o Brasil é dos brasileiros”. Entre eles o ministro da Educação e senador eleito pelo Ceará, Camilo Santana (PT). 

O ato foi replicado pelo próprio presidente, que nesta terça-feira (4) publicou um vídeo em seu perfil nas redes sociais usando a peça. 

Nesta quarta-feira (5), foi a vez do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que ao lado de outros dois governadores em reunião do Consórcio Nordeste, em Brasília, posou para foto com o adereço. 

A ideia foi do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e a escolha da frase partiu do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), Sidônio Palmeira. O novo titular da Secom assumiu no último dia 14 de janeiro, no lugar de Paulo Pimenta, com a missão de melhorar a popularidade do presidente Lula. 

Mas a “batalha de bonés” não parou por aí. Deputados federais do PL compareceram à sessão de abertura do Ano Legislativo, na última segunda-feira (3), com uma resposta ao adereço utilizado pela base governista na eleição da Mesa Diretora. A versão bolsonarista, em verde e amarelo, estampa a frase: “Comida barata novamente, Bolsonaro 2026”. Os parlamentares exibiram o adereço e puxaram protesto sobre o preço dos alimentos: “nem picanha, nem café”, entoaram.

Ex-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT) fez uma crítica à tendência e criou sua versão com uma montagem publicada em seu perfil nas redes. A frase sugerida pelo pedetista diz: “Vão trabalhar vagabundos”. 

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