A ex-apresentadora do “Casos de Família”, Christina Rocha comentou a sua saída do SBT em entrevista ao podcast “Papagaio Falante”, apresentado por Sérgio Mallandro. Ela revelou sua insatisfação com a forma que a deixou a empresa e apontou uma “diferença de tratamento” em relação à Eliana.
“Calhou de ser bem na época em que a Eliana estava indo para a Globo, e eu percebi a diferença de tratamento. Ainda teve programa especial para a Eliana, e ela dando tchau pro SBT. Eu, com tantos anos de carreira, só porque me neguei a fazer uma coisa, não tive nada”, desabafou.
A ex-SBT também criticou a decisão da emissora de colocá-la no comando do programa policial “Tá na Hora”, em 2024, pois o formato não combinava com seu perfil. “Gente, não tem nada a ver comigo esse negócio de polícia. Depois de anos de televisão, velha, estou fazendo o que eu odeio? Eu saí do programa com um mês de exibição”, contou.
Segundo Cristina Rocha, a experiência afetou sua saúde. “A pior coisa do mundo é fazer algo que você não gosta. Eu gosto de entretenimento. Achei que foi falta de cuidado comigo, com tantos anos de televisão, por não saberem meu perfil. Pedi para sair, estava ficando doente. O Marcão estava na praia dele, que faz muito bem, inclusive”, disse, referindo-se ao colega de programa, Marcão do Povo.
Em outubro de 2024, 6 meses após a saída da apresentadora do SBT, o serviço de streaming da emissora, o “+SBT”, lançou uma série documental de quatro episódios contando a trajetória de vida e carreira da jornalista, intitulada de “Divina Christina”.
“Uma besteira”
Mais cedo, ainda no bate-papo com Sérgio Mallandro, Christina Rocha criticou o SBT por ter cancelado, em março de 2023, seu programa Casos de Família. “O SBT deixou de investir no Casos de Família. Aí resolveram tirar, o que eu achei uma besteira. Dava audiência, muito mais do que os programas de hoje estão dando lá no SBT”, afirmou.
A apresentadora disse que, apesar de subestimado, o formato sempre fez sucesso na grade do canal. “Era um programa que eu chamava de ‘primo pobre’. Dava audiência, era um programa barato e vendia, mas não tinha verba. Se tinha um programa novo, colocavam Casos de Família antes, porque a gente sempre dava audiência. Era um tapa-buraco, um coringa”, revelou.




