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Ceará

Empresário que assediou nutricionista em elevador é condenado a pagar R$ 100 mil

Por Clara Sobreira
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 2 mins
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A defesa de Israel Leal declarou, por meio de nota, que irá recorrer da sentença. Foto: Reprodução

A Justiça do Ceará condenou o empresário Israel Leal Bandeira Neto a pagar R$ 100 mil de indenização por danos morais à nutricionista Larissa Duarte, assediada por ele no elevador de um edifício comercial em Fortaleza.

A defesa de Israel Leal declarou, por meio de nota, que irá recorrer da sentença, alegando que “o valor da condenação está em desconformidade com a jurisprudência dos tribunais brasileiros em casos semelhantes”.

O caso aconteceu em fevereiro de 2024 e foi capturado pelas câmeras de segurança do edifício. O vídeo começou a circular em março do mesmo ano, após a vítima decidir denunciar e compartilhar o ocorrido em suas redes sociais.

Em março do ano passado, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público, e o empresário foi formalmente acusado no processo por importunação sexual. Na ocasião, o MP também havia solicitado a prisão preventiva de Israel Leal, mas a Justiça negou o pedido, optando pelo monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. O processo criminal segue em segredo de justiça.

Em um processo cível distinto, a equipe jurídica de Larissa Duarte solicitou uma indenização de R$ 300 mil ao empresário.

A defesa de Larissa, também por meio de nota, esclareceu que o valor solicitado se baseia na necessidade de uma indenização com caráter pedagógico, visando não apenas a reparação do sofrimento, mas também o fortalecimento de um efeito educativo.

Relembre o caso  

No dia 15 de fevereiro de 2024, câmeras de segurança de um edifício comercial localizado no bairro Aldeota registraram o empresário cometendo um ato de importunação sexual contra uma nutricionista. Ela formalizou a denúncia por meio de um boletim de ocorrência.

A nutricionista, após o ocorrido, compartilhou o vídeo nas redes sociais, e as imagens se espalharam rapidamente. Ela contou que havia terminado seu expediente e estava saindo do prédio quando entrou no elevador.

Diante da repercussão do caso, a empresa M7 Investimentos, da qual Israel Leal Bandeira era sócio, decidiu afastá-lo de suas funções.

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