Os açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) terminaram o mês de março com um acúmulo de reserva hídrica de 51% no estado do Ceará. Atualmente, no estado, 43 açudes estão sangrando.
Os níveis de água nos açudes cearenses tiveram um aumento de 6% comparado ao ano passado, que finalizou o mesmo mês com cerca de 45%.
De acordo com os dados da Cogerh as bacias hidrográficas do Ceará apresentaram diferentes níveis de acúmulo hidrográficos, enquanto as bacias Acaraú, Coreaú, Litoral, Metropolitana e Ibiapaba tem a capacidade acima de 70%, as bacias do Médio Jaguaribe e dos Sertões de Crateús estão com volumes abaixo de 30% seguem em alerta.
Dentre os maiores reservatórios, o Açude Banabuiú e o Açude Castanhão, atingiram apenas 36% e 29% de suas capacidades, respectivamente. Em contrapartida, o Açude Orós, segundo maior do estado, acumulou um volume de 75%.
O Diretor Presidente da Cogerh, Yuri Castro, explicou os diversos fatores que contribuem para o aporte de água no Ceará: “Nem sempre chuva resulta em aportes. As chuvas, mesmo na média ou até acima da média, carecem de constância e precisam cair no lugar certo para gerar escoamento e, consequentemente, aportes”.
Para o primeiro semestre deste ano, a Cogerh, juntamente com os Comitês de Bacias Hidrográficas, definirão uma operação de vazão de liberações emergenciais dos açudes Castanhão, Orós e Banabuiú, previsto para o primeiro semestre deste ano, visando otimizar a gestão hídrica e garantir o uso sustentável dos recursos, em especial os que apresentam níveis mais baixo de acúmulo hídrico.
“O acompanhamento contínuo dos açudes nos permite antecipar cenários e tomar decisões estratégicas para o uso sustentável dos recursos hídricos. A gestão da água no Ceará é feita de forma técnica e participativa, sempre em diálogo com os Comitês de Bacias e demais atores envolvidos”, ressalta Yuri Castro.



