O Parque Nacional de Jericoacoara foi o terceiro mais visitado do Brasil em 2024. A informação é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que monitorou a visitação em todas as Unidades de Conservação (UCs) federais no ano passado, incluindo, além dos parques nacionais, as Áreas de Proteção Ambiental (APA), Reservas Extrativistas (Resex), Reservas Biológicas (Rebio), Florestas Nacionais (Flona) e Monumentos Naturais (Mona).
Ao todo, mais de 1,5 milhão de pessoas visitaram o equipamento, número 3,9% superior a 2023. O local só ficou abaixo do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro (4,6 milhões de visitantes), e do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná (2 milhões de visitantes).
Conforme o levantamento, 12,5 milhões de pessoas visitaram parques nacionais em 2024, o que representa um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. Considerando todas as categorias monitoradas em 2024, incluindo os parques nacionais, a visitação ultrapassou 25,5 milhões de visitas, distribuídas em 161 unidades espalhadas por todas as regiões do País. O número representa um aumento real de 4,9% em relação a 2023, refletindo a tendência de crescimento da visitação nas unidades.
O monitoramento, que segue diretrizes nacionais para o registro das visitas, foi realizado em 161 das 340 unidades de conservação federais administradas pelo ICMBio, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), e representa 47,3% do total de UCs existentes em território nacional.
Para o presidente do ICMBio, Mauro Pires, a pandemia evidenciou o quanto o contato direto com a natureza é fundamental para o bem-estar e a saúde física e mental das pessoas.
“Cabe aos órgãos gestores das unidades de conservação, como é o caso do ICMBio, estabelecer os meios para que a visitação seja a melhor possível. Por outro lado, é importante que a população se aproprie cada vez mais destas áreas, participando dos esforços para sua preservação e atuando junto às autoridades, em todas as esferas, para que existam investimentos que ampliem e aprimorem as unidades de conservação, sobretudo na parte de infraestrutura de visitação e proteção”, avaliou.




