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Em 1º dia de conclave, cardeal pede unidade da Igreja em momento ‘difícil e complexo’

Por UrbNews
Atualizado há 1 ano
Tempo de leitura: 4 mins
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Na homilia, o decano ressaltou a importância de manutenção da unidade da Igreja, mas ressaltou que unidade não significa uniformidade. Foto: Fotoarena/Folhapress

Em uma Basílica de São Pedro lotada, a missa “Pro Eligendo Pontifice” (para a eleição do pontífice) marcou o início dos ritos da Igreja para o conclave. A celebração foi conduzida pelo decano do Colégio Cardinalício, Giovanni Battista Re, 91, o mesmo cardeal que presidiu a cerimônia que marcou o funeral de Francisco, no dia 26 de abril.

Na homilia, o decano ressaltou a importância de manutenção da unidade da Igreja, mas ressaltou que unidade não significa uniformidade. “Mas comunhão sólida e profunda na diversidade, desde que se permaneça plenamente fiel ao Evangelho”, disse o decano. “Estamos aqui para invocar a ajuda do Espírito Santo, para implorar a sua luz e a sua força, a fim de que seja eleito o papa que a Igreja e a humanidade precisam neste momento tão difícil e complexo da história.”

“Entre as tarefas de cada Sucessor de Pedro conta-se a de fazer crescer a comunhão: comunhão de todos os cristãos com Cristo, comunhão dos bispos com o Papa e comunhão dos Bispos entre si. Não uma comunhão autorreferencial, mas totalmente orientada para a comunhão entre as pessoas, os povos e as culturas”, afirmou.

Segundo o decano, a eleição do novo papa não é uma simples sucessão de pessoas, “mas é sempre o apóstolo Pedro que retorna”. Na Capela Sistina, onde os cardeais votantes estarão reunidos, “tudo concorre para avivar a consciência da presença de Deus, diante do qual deverá cada um apresentar-se um dia para ser julgado”.

“No Tríptico Romano, o Papa João Paulo 2o desejava que, nas horas da grande decisão através do voto, a imagem imponente de Cristo Juiz, pintada por Michelangelo, lembrasse a cada um a grande responsabilidade de colocar as ‘chaves supremas’ (Dante) nas mãos certas”, disse o decano.

“Rezemos, portanto, para que o Espírito Santo, que nos últimos cem anos nos deu uma série de Pontífices verdadeiramente santos e notáveis, nos conceda um novo Papa segundo o coração de Deus, para o bem da Igreja e da humanidade”, afirmou.

A escolha do sucessor de Francisco, disse Re, é um ato de máxima responsabilidade humana e eclesial. “Um ato humano pelo qual se deve deixar de lado qualquer consideração pessoal”, recomendou.

“Oremos para que Deus conceda à Igreja o Papa que melhor saiba despertar as consciências de todos e as energias morais e espirituais na sociedade atual, caracterizada por um grande progresso tecnológico, mas que tende a esquecer Deus”, disse.

Na missa do funeral, a homilia de Re chamou a atenção por causa dos apelos por paz e pela defesa dos migrantes, em uma exortação do legado do papa argentino. O discurso soou como recado aos líderes mundiais presentes, em especial o presidente dos EUA, Donald Trump, quando Re relembrou a fala de Francisco sobre “construir pontes, não muros” —dita depois de Trump, em seu primeiro mandato, anunciar que concluiria o muro que separa os EUA do México para conter a imigração.

Depois da homilia, a cerimônia teve uma oração destinada aos cardeais eleitores, aqueles com menos de 80 anos. “Que o Senhor possa, com seu Espírito, enchê-los de compreensão, sabedoria e discernimento.” Nesta missa, os votantes pediram orientação espiritual para a votação na Capela Sistina, para onde eles se dirigirão às 11h30 (16h30). Em uma de suas primeiras falas na missa, Re convidou seus pares a fazer a escolha do próximo pontífice com estas palavras: “Ó Deus, pastor eterno, que governais o vosso rebanho com cuidado infalível, concedei, em vosso amor paternal sem limites, um pastor para a vossa Igreja.”

Os participantes do conclave terão até 11h15 (16h15) para se dirigir à Capela Paulina, contígua à Capela Sistina. Quinze minutos depois, eles iniciam a procissão para a Sistina, onde farão um juramento. Provavelmente por volta das 12h (17h), o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, o arcebispo italiano Diego Giovanni Ravelli, será o responsável por proclamar o ‘extra omnes’ (todos fora), ordenando que todos os que não eleitores deixem a capela. As portas são trancadas e, antes da primeira votação, é feita uma última reflexão.

Com informações de André Fontenelle e Michele Oliveira, da Folhapress. 

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