O governo do presidente Lula apresentou, nesta quinta-feira (2), em reunião com os Estados Unidos, um plano com medidas que o Brasil pode adotar para contornar as investigações da “seção 301”.
O Brasil detalhou as medidas que pretende adotar para responder às preocupações dos EUA nos seis eixos da investigação, que abrangem desde o combate à corrupção até o controle do desmatamento. No entanto, o governo manteve o Pix fora do documento, reiterando que a ferramenta é inegociável.
O governo federal condicionou a execução do plano à garantia de que os Estados Unidos não aplicarão uma tarifa de 25% sobre o Brasil. A reunião foi liderada pelo ministro do MDIC, Márcio Elias, pelo lado brasileiro, e pelo chefe do USTR, Jamieson Greer, pelo lado norte-americano.
Este foi o quarto encontro entre Márcio Elias e Jamieson Greer. Nas reuniões anteriores, segundo interlocutores, as discussões se concentraram na questão tarifária, ocasião em que o Brasil sinalizou com a redução de taxas para cerca de 300 linhas alfandegárias.
Como as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio) proíbem que o Brasil reduza tarifas exclusivamente para um país, a saída estratégica foi estender o corte fiscal globalmente, mas focando em setores onde os Estados Unidos têm forte vantagem competitiva e que não afetam a indústria nacional.
Entre os segmentos avaliados estão tecnologia da informação e máquinas sem similar nacional, como equipamentos médicos, de olho no potencial de compra do SUS (Sistema Único de Saúde).
O grupo de trabalho que discute o “tarifaço” segue ativo. Equipes técnicas voltam a se reunir no início da próxima semana para preparar um novo embate entre Elias e Greer até 15 de julho, prazo final para a resposta dos EUA sobre a recomendação das sobretaxas.




