A atriz e cantora Linn da Quebrada passou um mês internada em uma clínica de reabilitação e teve alta há três semanas. A ex-BBB relatou sua jornada na luta contra a depressão e o abuso de substâncias em entrevista ao Fantástico neste último domingo (11).
“Vou ser bem sincera. Eu quero jogar com a verdade e poder encarar, olhar para você e falar: ‘Eu estou com medo. Eu tenho medo do que as pessoas vão sentir ao me ver”, declarou.
Linn foi internada duas vezes no período de um ano, a primeira vez sendo em abril de 2024 de uma forma não voluntária. “Naquele momento, eu fui internada involuntariamente. Eu não aceitava que estava adoecida. Eu não entendia o que significava a depressão. E, nisso, veio junto, sim, o abuso de substâncias”. Em sua mais recente internação, a atriz relatou ter se sentido mais amada.
Em momento de franqueza, a cantora falou sobre traumas de infância, que a levaram ao uso de drogas. “Muitas vezes somos crianças LGBTs que já passam por preconceito, por bullying, por diversas questões. E, por isso, já crescemos com aquelas cicatrizes. Não sabia o que era ter um pai. Então, eu nasci carente de ser amada. E, na minha criança, eu sinto que é essa criança que tá pedindo pra mim: ‘me ama, me dá um pouco de amor-próprio’”.
Mesmo diante de feridas não cicatrizadas, a atriz falou que não era com o uso de substância que ela conseguiria “tampar seus buracos emocionais”.
Antes da sua mais recente internação, um vídeo de uma mulher circulando pela Cracolândia, em São Paulo, viralizou nas redes sociais e internautas apontaram como sendo a artista, que foi duramente criticada na web. No entanto, o vídeo não passou de uma confusão.
“Nem perto da Cracolândia, na verdade. Parece que eu estava na rua milhões de vezes, num lugar que eu não estou, que é a Cracolândia. Apesar de que, sim, eu estava em situação de vulnerabilidade. E estava em situação de uso abusivo de substâncias… Se tivesse na Cracolândia, eu não merecia mais amor?”, rebateu.
Sem filtros, Lin da Quebrada leu um trecho comovente de seu diário: ‘Se eu não cuidar dos meus vazios emocionais, eles vão me comer viva. Se hoje eu decido ficar e permanecer em casa, sóbria, lúcida, limpa, é por amor’.




