O embate entre as influenciadoras Jojo Todynho e Malévola Alves ganhou um novo desdobramento, dessa vez na esfera judicial. A delegada Alriam Miranda Fernandes solicitou à Justiça nesta sexta-feira (5) a prisão preventiva de Malévola Alves e Rayssa Souza Rego, investigadas por supostos atos de intimidação e perseguição contra a cantora. As informações foram divulgadas pelo jornalista Luiz Bacci.
De acordo com o inquérito, Jojo relatou às autoridades ter sido alvo de diversos conteúdos publicados nas redes sociais com ataques à sua aparência física e comentários considerados ofensivos e constrangedores. As investigações também apontam que as influenciadoras teriam ido até o condomínio onde a artista reside, fato que passou a integrar a apuração conduzida pela Polícia Civil.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial representou pela prisão preventiva das suspeitas. O pedido agora será analisado pelo Judiciário, que decidirá se a medida será ou não concedida. Até o momento, não há nenhuma decisão sobre a solicitação.
Defesa contesta pedido de prisão
Após a divulgação do pedido, a defesa de Malévola Alves e Rayssa Souza Rego divulgou uma nota oficial afirmando que recebeu a notícia da representação pela prisão preventiva com “espanto e serenidade”.
O advogado Jonatha Carvalho Matos informou que assumiu recentemente a defesa das influenciadoras e ressaltou que, por respeito ao devido processo legal, não irá discutir publicamente o mérito das acusações neste momento.
No comunicado, a defesa sustenta que Malévola e Rayssa sempre colaboraram com as investigações e, inclusive, adotaram medidas judiciais contra a parte contrária. Segundo o advogado, a prisão preventiva é uma medida excepcional prevista no ordenamento jurídico brasileiro e só pode ser aplicada quando há requisitos “concretos e inequívocos” previstos em lei.
“É importante destacar que o ordenamento jurídico brasileiro estabelece a prisão preventiva como medida absolutamente excepcional, cabível apenas quando demonstrados, de forma concreta e inequívoca, os requisitos previstos em lei, o que está longe de ser o caso”, afirma um trecho da nota.
A defesa também declarou confiar na atuação do Poder Judiciário e defendeu que o processo transcorra com equilíbrio, responsabilidade e respeito às garantias fundamentais, independentemente da repercussão do caso nas redes sociais.
Por fim, o advogado afirmou permanecer à disposição para prestar os esclarecimentos necessários e disse acreditar que os fatos serão analisados com imparcialidade e cautela pelas autoridades competentes.




