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Amazonas reduz em 14% as mortes por síndromes respiratórias em 2025

Por Iôrran Freire
Atualizado há 11 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Entre 1º de janeiro e 7 de junho deste ano, foram confirmados 35 óbitos por SRAG no estado. Foto: Divulgação / SES-AM

O número de mortes causadas por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Amazonas caiu 14% em 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados constam no boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgado na última segunda-feira (9).

Entre 1º de janeiro e 7 de junho deste ano, foram confirmados 35 óbitos por SRAG no estado. No mesmo intervalo de 2024, o total havia sido de 41 mortes. Desde o início de 2025, já foram registrados quase 2 mil casos da doença.

Nas últimas três semanas, os grupos mais atingidos pela síndrome foram bebês com menos de um ano (30%), crianças de até quatro anos (28%) e pessoas com 60 anos ou mais (22%). Também houve registro entre adolescentes de 10 a 19 anos (8%), crianças de 5 a 9 anos (5%), adultos de 40 a 59 anos (5%) e jovens de 20 a 39 anos (2%).

Vírus mais comuns

Os vírus mais identificados nos casos recentes de SRAG no estado foram:

  • Rinovírus – 50,8%
  • Influenza A – 36,0%
  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – 8,9%
  • Influenza B – 6,4%
  • Adenovírus – 4,1%
  • Metapneumovírus – 1,6%

Segundo a secretária estadual de Saúde, Nayara Maksoud, o Amazonas conta com 17 unidades de referência para diagnóstico e tratamento da SRAG. Casos leves devem ser direcionados às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), enquanto os quadros mais graves devem ser levados a hospitais.

A Fundação de Vigilância reforça que medidas preventivas simples continuam sendo essenciais para conter a transmissão de vírus respiratórios. Entre elas, estão: lavar as mãos com frequência; cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar; evitar aglomerações; usar máscara ao apresentar sintomas gripais ou em caso de risco elevado e proteger bebês menores de seis meses.

Vacinação continua sendo aliada

Em entrevista ao G1, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou a importância da vacinação contra a Influenza e a Covid-19, disponíveis em todo o estado para o público elegível. 

“É imprescindível que pessoas sintomáticas, profissionais de saúde e integrantes de grupos de risco usem máscara de proteção respiratória para evitar transmissão de vírus respiratórios”, reforça.

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