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Corpo de Juliana Marins é liberado para família após nova autópsia no Rio

A despedida de Juliana acontecerá no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói
Por José Gabriel Herculino
Atualizado há 11 meses
Tempo de leitura: 4 mins
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A despedida de Juliana acontecerá no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. Foto: Reprodução/Instagram

O corpo da publicitária Juliana Marins, que morreu durante uma trilha ao cume do vulcão Rinjani, na Indonésia, passou por uma nova autópsia nesta quarta-feira (2) no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Rio de Janeiro. O exame começou às 8h30 e durou 2 horas e meia. Às 11h, o corpo foi liberado para a família.

A despedida de Juliana acontecerá no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. Até a última atualização desta reportagem, contudo, o horário ainda não tinha sido divulgado.

A análise foi realizada por dois peritos da Polícia Civil e na presença de um representante da família e de um legista federal. Nelson Massini, professor de medicina legal, foi contratado pelos parentes de Juliana para acompanhar a necropsia. 

Esta foi a segunda vez que o corpo de Juliana Marins foi submetido ao exame. O primeiro foi realizado em Bali, na última quinta-feira (26), logo depois que o corpo foi retirado do Parque Nacional do Monte Rinjani. 

A autópsia foi solicitada pelos parentes da jovem de 26 anos, que desejam esclarecer dúvidas deixadas pelas autoridades indonésias, que não detalham a hora da morte da brasileira. Um laudo preliminar do novo exame deve ser entregue em até 7 dias.

“Precisamos saber se a necropsia que ele fez foi bem feita. Me pareceu que o hospital não dispõe de tantos recursos assim”, disse o pai de Juliana, Manoel Marins, em entrevista ao telejornal RJ2.

A Defensoria Pública da União (DPU) também enviou um ofício à Polícia Federal pedindo que se instaure um inquérito para investigar o caso. Conforme a entidade, a certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil em Jacarta “baseou-se em autópsia realizada pelas autoridades da Indonésia, mas não trouxe informações conclusivas sobre o momento exato” da morte.

Segundo a defensora pública federal Taísa Bittencourt, a realização célere do exame é de suma importância para preservar elementos que possam esclarecer os fatos. “A família necessita de confirmação da data e horário da morte, a fim de apurar se houve omissão na prestação de socorro pelas autoridades indonésias”, explica em petição.

A primeira autópsia

A primeira autópsia de Juliana Marins aconteceu na quinta-feira (26) em um hospital de Bali, logo após o corpo ser retirado do penhasco no Monte Rinjani, segundo maior vulcão da Indonésia.

Segundo o exame, um trauma contundente, seguido de danos a órgãos internos e hemorragia, foi a causa da morte da brasileira.

“Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento”, disse o especialista forense Ida Bagus Alit.

O médico ainda afirmou que “a vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo”. “A principal causa de morte foram ferimentos na caixa torácica e nas costas”, completou.

Alit também disse que não havia evidências que sugerissem que a morte acontecera muito tempo após os ferimentos. 

“Por exemplo, havia um ferimento na cabeça, mas nenhum sinal de hérnia cerebral. A hérnia cerebral geralmente ocorre de várias horas a vários dias após o trauma. Da mesma forma, no tórax e no abdômen, houve sangramento significativo, mas nenhum órgão apresentou sinais de retração que indicassem sangramento lento. Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos”, explicou.

Conforme os resultados do exame de necropsia, ele estima que a morte da jovem ocorreu por volta de 20 minutos após ela sofrer os ferimentos. Alit observou, contudo, que é difícil determinar a hora exata da morte devido a vários fatores, incluindo a transferência do corpo da Ilha de Lombok, local onde se localiza o Monte Rinjani, para Bali dentro de um freezer, em uma viagem de várias horas.

“No entanto, com base em sinais observáveis, estima-se que a morte tenha ocorrido logo após os ferimentos”, disse ele.

O médico acrescentou que não havia sinais de hipotermia, já que não havia ferimentos tipicamente associados à condição, como lesões nas pontas dos dedos.

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