O Amazonas registrou uma queda expressiva nos focos de calor e nos índices de desmatamento no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e monitorados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
De janeiro a junho, foram detectados 220 focos de calor no estado — uma redução de 66,97% em relação aos 666 registros do mesmo período em 2024. Com isso, o Amazonas ocupa a sexta colocação entre os estados da Amazônia Legal com maior número de ocorrências.
A maior parte dos focos (70,45%) foi registrada em áreas sob jurisdição federal. Regiões sob gestão estadual concentraram 15% dos casos, enquanto 14,55% ocorreram em áreas conhecidas como “vazios cartográficos”, ou seja, territórios sem regularização fundiária definida.
Somente em junho, o estado contabilizou 91 focos de calor — queda de 64,73% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram registrados 258 focos. Novamente, a maioria (83,52%) ocorreu em áreas federais, seguidas pelas áreas estaduais (8,79%) e os vazios cartográficos (7,69%).
Desmatamento também recua
O levantamento do Inpe também mostra redução significativa no desmatamento. Em junho de 2025, foram desmatados 6.614 hectares no Amazonas, contra 13.915 hectares no mesmo mês de 2024 — uma queda de 52,46%.
Os alertas de desmatamento emitidos também apresentaram recuo: foram 255 registros no mês, 60,76% a menos que os 650 alertas emitidos em junho do ano anterior.
Três municípios lideram o ranking tanto em área desmatada quanto na quantidade de alertas. Lábrea foi o mais impactado, com 2.103 hectares desmatados e 59 alertas. Em seguida aparecem Apuí (1.276 hectares e 49 alertas) e Boca do Acre (890 hectares e também 49 alertas).




