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Educação

Dia Mundial do Livro: leitura é essencial na formação de cidadãos, diz professor

Dentro ou fora das instituições escolares a leitura é vista como fator essencial na formação de pensamento crítico dos indivíduos
Por Maria Clara Cardoso
Atualizado há 15 horas
Tempo de leitura: 2 mins
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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Nesta quinta-feira (23), celebra-se o Dia Mundial do Livro, data instituída pela UNESCO em 1995. O objetivo é incentivar o hábito da leitura, valorizar a produção editorial e reforçar a importância da proteção aos direitos autorais. A data também homenageia grandes escritores, como William Shakespeare e Miguel de Cervantes, que morreram nesse mesmo dia, simbolizando a relevância da literatura mundial.

Seja no ambiente escolar ou fora dele, a leitura é considerada fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico. Segundo Gustavo Rocha, professor do Colégio Master, “a leitura desempenha um papel fundamental na formação crítica e social dos alunos, pois ela age ampliando a capacidade de interpretação, argumentação e compreensão do mundo ao seu redor e da sociedade na qual está inserido”. 

Gustavo ainda ressalta que, em um mundo globalizado e marcado pelo consumo rápido e, por vezes, superficial de conteúdos digitais, “a leitura se torna cada vez mais necessária, pois ela é capaz de promover a reflexão, o pensamento crítico e o desenvolvimento da empatia”. 

A relevância da data no Brasil também se evidencia diante da diminuição do hábito de leitura, especialmente entre os jovens. Os índices mostram uma queda, e grande parte da população é considerada não leitora. 

O professor também destaca que o hábito da leitura tem decaído entre os jovens mediante a forte presença das tecnologias digitais. “A facilidade no acesso a conteúdos rápidos, como vídeos curtos e redes sociais, acaba competindo diretamente com a leitura, que exige mais tempo, concentração e disciplina”, afirma o professor.

Segundo Gustavo, estudos já comprovaram que essas práticas têm provocado um fenômeno chamado de “fragmentação cognitiva”, “o que leva a uma maior dificuldade das crianças em criarem textos e criarem narrativas completas por conta própria”. 

Em contrapartida, o professor também aponta caminhos para reverter esse cenário. “A diversificação dos gêneros textuais e literários, aproximando a leitura da realidade dos alunos e valorizando suas preferências e gostos pessoais. O uso das tecnologias, de modo consciente, também pode ser um aliado, por meio de e-books, audiolivros e plataformas digitais”, afirma. 

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