Em uma carta endereçada ao presidente Lula (PT), o presidente dos EUA Donald Trump anunciou uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros comercializados no país norte-americano. O novo imposto começa a valer a partir de 1º de agosto, junto com o novo tarifaço anunciado no início desta semana por Trump.
O anúncio é feito com a justificativa de que o Brasil faz “ataques insidiosos” às eleições e à liberdade de expressão.
“Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e à liberdade de expressão fundamental dos americanos (como recentemente ilustrado pela Suprema Corte do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS para plataformas de mídias sociais dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre qualquer e todo produto brasileiro enviado aos Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais”, escreveu o mandatário norte-americano.
Para o especialista em comércio exterior e despacho aduaneiro, Augusto Fernandes, tarifas como a aplicada por Trump podem afetar diversos setores brasileiros. “Setores estratégicos como petróleo e seus derivados, frutas frescas, carnes bovinas congeladas, laminados de aço, celulose, pescados e plásticos serão os mais diretamente afetados”, explica.
Ao iniciar o comunicado, o presidente dos EUA afirma que a forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro é “vergonha internacional”.
“Conheci e lidei com o ex-presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar acontecendo. É uma caça às bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!”, escreveu o mandatário norte-americano.
Trump anunciou uma série de tarifas a 20 países, que variam entre 20% e 40%, e também passam a valer a partir de 1º de agosto. Além disso, ele também já havia prometido uma tarifa de 10% aos países do Brics.
Fernandes ainda aponta que a melhor saída é a diplomacia: “a única solução possível para o Brasil passa por uma saída diplomática rápida e eficaz. Estamos diante de um cenário com efeitos equivalentes a uma ‘bomba atômica econômica’, com impactos em toda a cadeia produtiva e nas relações comerciais já consolidadas”.




