Cautela. Foi essa a palavra usada por Silvia Abravanel, 54, ao comentar a possibilidade de o SBT incluir um programa evangélico fixo em sua grade de programação. Assim como o pai, Silvio Santos, que morreu aos 93 anos em agosto de 2024, Silvia também se posicionou contra a ideia durante entrevista ao videocast Alt Tabet, desta quarta-feira (9).
Silvia afirmou que Silvio já recebeu diversas propostas de religiosos que tinham interesses em comprar um horário fixo na emissora. “Vários pastores entraram em contato com ele para comprar horário, mas ele não quis”.
De acordo com a apresentadora: “Quando você começa a colocar coisas que divergiam do pensamento dele [Silvio Santos], pode acabar desagradando o público fiel da emissora”.
Ela continuou: “Isso pode ser uma faca de dois gumes – ou até mesmo um tiro no pé. Acho bonito, gosto da proposta, mas apenas de forma pontual. Não sou favorável à criação de um programa evangélico fixo”. Atualmente, a emissora transmite nas manhãs o Bom Dia Esperança, comandado por Deive Leonardo.
A apresentadora também relembrou os desafios que enfrentou ao decidir cursar a faculdade de veterinária, contrariando os planos de Silvio Santos, que preferia vê-la totalmente dedicada ao SBT. “Ele não me dava mesada, não comprava livros e nem pagava meu lanche. Queria que eu estivesse 100% focada na emissora. Mas eu sempre fui muito determinada”, contou Silvia Abravavel, que se formou na área e hoje é médica veterinária.
Apaixonada por animais, ela revelou ter dez cobras como animais de estimação. Quatro delas vivem com ela em São Paulo, em ambientes apropriados, e as demais estão no haras da família. Apesar de garantir que nenhuma das serpentes é venenosa, Silvia já passou por algumas situações curiosas.
“Uma vez, eu estava alimentando uma cobra e não sabia que elas precisam de cerca de 20 dias para fazer a digestão tranquilamente. Peguei uma pequena, coloquei no braço e esqueci que ela estava ali. Fui mexer em algumas coisas e ela me mordeu no queixo e na boca”, relatou. “Ficou roxo, inchado, mas nada que uma boa maquiagem não resolvesse.”
*Por Ana Cora Lima, da Folhapress




