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Trump nega ser amigo de Bolsonaro, mas afirma que STF faz “caça às bruxas”: “não era um homem desonesto”

O presidente norte-americano reforçou que Bolsonaro “não é que seja um amigo”, mas alguém que conhece
Por Maria Eduarda Andrade
Atualizado há 9 meses
Tempo de leitura: 3 mins
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Presidente declarou estar "muito, muito infeliz" com a Rússia. Foto: Reprodução/Instagram

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (15), ao comentar o julgamento do brasileiro no Supremo Tribunal Federal (STF). Questionado por jornalistas após ser informado sobre o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Trump afirmou, mais uma vez sem apresentar provas, que o processo contra Bolsonaro seria uma “caça às bruxas”.

“O presidente Bolsonaro é um bom homem. Conheci muitos primeiros-ministros, presidentes, reis e rainhas, e sei que sou muito bom nisso. O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro”, declarou o norte-americano. 

“Ele negociou acordos comerciais contra mim em nome do povo brasileiro, e foi muito duro, porque queria fazer um bom negócio para seu país. Ele não era um homem desonesto. Acredito que isso seja uma caça às bruxas e que não deveria estar acontecendo. Eu sei disso”, acrescentou.

Trump reforçou que Bolsonaro “não é que seja um amigo”, mas alguém que conhece. O republicano também demonstrou incômodo com a situação enfrentada pelo ex-presidente no Brasil. “É uma vergonha internacional”, criticou, ao comentar o julgamento no STF. 

Bolsonaro responde a ações que o acusam de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A PGR pediu a condenação do ex-presidente na última segunda-feira (14).

As declarações de Trump sobre Bolsonaro também acontecem na esteira do ‘tarifaço’. O governo norte-americano anunciou, na semana passada, a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida que deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto. 

Em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o republicano associou o aumento da taxa devido aos processos judiciais que Bolsonaro enfrenta no Brasil, além de alegar uma relação comercial “injusta” com o país – o que contraria dados oficiais que mostram vantagem para os EUA na balança comercial.

Questionado sobre o motivo das tarifas, Trump foi direto: “Porque eu posso. Eu quero dinheiro entrando”. O presidente também minimizou os impactos econômicos e reforçou que a taxação é parte de sua estratégia para fortalecer o caixa norte-americano. 

O Brasil está entre os mais de 20 países que devem enfrentar aumentos significativos nas taxas de importação definidas pelo governo dos EUA.

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