Nesta quinta-feira (31), o governador Elmano de Freitas (PT) falou à imprensa, pela primeira vez, sobre a possível compra pública de pescados e castanha de caju — produtos cearenses que correm o risco de sofrer taxação ao serem exportados para os Estados Unidos.
Os produtos seriam adquiridos e utilizados em programas do governo do Estado, como o Ceará Sem Fome e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Segundo o chefe do Executivo estadual, a ideia é que o pescado seja inserido em um programa que distribui 130 mil almoços por dia. Já a castanha de caju deve ser incluída na merenda escolar, na alimentação de universidades, escolas, hospitais e outros equipamentos públicos da rede estadual.
De acordo com dados do próprio governo, o Ceará deve ser o estado mais impactado pelas tarifas impostas pelo governo estadunidense, que entram em vigor nesta sexta-feira (1º).
“A aquisição pelo poder público de parte dos produtos está sob a análise tanto do governo estadual, como nós vamos apresentar ao governo federal”, explica. “Nós podemos discutir de comprar pescado para colocar no almoço que nós damos – são 130 mil almoços por dia –, então nós podemos ‘pegar’ que alguns dias desse almoço tenha o peixe, e nós compremos o peixe dos produtores cearense”.
Sobre a castanha de caju, Elmano afirma: “Nós podemos pegar a castanha de caju e colocar na merenda escolar e, seja nas nossas universidades, seja para as nossas escolas. E, assim como a alimentação escolar, a alimentação dos nossos hospitais e de outros equipamentos que nós utilizamos alimentos e que podemos dessa maneira fazer um esforço do poder público para comprar esses produtos”.
O governador ressaltou que a prioridade é proteger empregos e empresas cearenses e brasileiras. Para isso, foi criado um grupo de trabalho com representantes do governo estadual, governo federal, Casa Civil, Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado, empresários e outros setores, para discutir soluções conjuntas.
“Nós temos que defender a economia brasileira, nós temos que defender o emprego do povo brasileiro, a empresa cearense, o emprego do povo cearense e eu espero grandeza de todas as forças políticas que coloquem o Brasil e o povo brasileiro, aí sim, acima de tudo”, afirmou.
Elmano concluiu afirmando o esforço em manter as negociações com o governo norte-americano e que o Estado também está em busca de novos mercados internacionais para os produtos cearenses.




