O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou que entrará na Justiça contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de difamação. A reação veio após entrevista de Lula à Rádio Itatiaia, em que o chefe do Executivo disse que um deputado teria atrapalhado investigações sobre bancos digitais e fintechs que favoreciam o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Embora Lula não tenha citado nomes, o parlamentar se identificou como alvo da fala e decidiu acionar o Judiciário. Em publicação nas redes sociais, Nikolas classificou as declarações como “canalhice”.
“Lula cometeu a canalhice de afirmar, dolosamente e sem prova alguma, que eu defendi o crime organizado. Uma mentira torpe, criminosa e irresponsável. Irei à Justiça para que responda por essa difamação, assim como farei com todos os demais”, escreveu no X.
Ainda na mesma entrevista, Lula destacou que seu governo intensificou o combate ao crime organizado e prometeu revelar quem, na visão do Planalto, atua em defesa de facções.
Motivo da associação
A associação feita por Lula remete a um episódio ocorrido em janeiro de 2025, quando Nikolas divulgou um vídeo alegando que o governo planejava criar um imposto sobre o Pix. O conteúdo viralizou rapidamente, gerando forte repercussão e dificultando o avanço das fiscalizações da Receita sobre fintechs. Segundo o órgão, a medida seria essencial para monitorar operações financeiras utilizadas por organizações criminosas.
O secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas, declarou em coletiva que a onda de desinformação enfraqueceu a atuação do órgão. “Essas fake news foram tão fortes, que apesar de todo o esforço da Receita Federal, nós não conseguimos seguir essas mentiras, por conta da força de quem as impulsionava”, disse.




