O apresentador e jornalista William Bonner falou sobre a sua saída da bancada do Jornal Nacional, da TV Globo, após 29 anos. Na edição da noite desta segunda-feira (1º) de setembro, data em que o telejornal completa 56 anos, Renata Vasconcellos e Bonner anunciaram novidades, além da saída do próprio Bonner.
“A minha decisão de mudar de atividade já tem cinco anos. Ela surgiu no momento em que muita gente também repensou a vida profissional, quando a pandemia estava lá no auge”, começou Bonner.
Segundo ele, o ponto de virada aconteceu quando percebeu que não conseguia conciliar todas as responsabilidades com os momentos em família. “Naquela época, um dos meus três filhos estava de mudança para estudar em outro país, e eu sentia que nos meus dias só cabiam as coisas que eu precisava fazer, mas ficavam de fora coisas que eu também gostaria de fazer. A conta não estava fechando”, desabafou.
Bonner citou que tem dois filhos morando e trabalhando no exterior, e isso contribuiu para que diminuísse a intensidade do trabalho. “Hoje eu tenho uma história de 29 anos de Jornal Nacional e nessa semana eu completo 26 anos como editor-chefe, acumulando trabalho de apresentação com todas as obrigações que a chefia da equipe de editores exige”, explicou.
A partir do ano que vem, Bonner irá se juntar a Sandra Annenberg no Globo Repórter. “De todos os programas do jornalismo que já existiam aqui na Globo quando eu cheguei em 1986, o Globo Repórter é o único onde eu nunca trabalhei”, afirmou.
Mudanças no jornalismo Globo
Após 29 anos como apresentador e 26 como editor-chefe, William Bonner deixará o Jornal Nacional em 3 de novembro. O anúncio oficial de sua saída será feito na edição desta segunda-feira (1º). Ainda neste ano, Bonner assumirá a apresentação do Globo Repórter, ao lado de Sandra Annenberg.
César Tralli será o novo âncora do JN, ao lado de Renata Vasconcellos. Na edição, Cristiana Sousa Cruz, atual editora-chefe adjunta, passará a ocupar a chefia editorial. Segundo o G1, a decisão foi amadurecida ao longo de cinco anos, motivada pelo desejo de Bonner de reduzir a carga de trabalho e dedicar mais tempo à vida pessoal.




