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Política

André Fernandes elogia voto de Fux para absolver Bolsonaro: ‘Nos enche de orgulho’

Forte aliado de Bolsonaro, André falou com a imprensa após o ministro Luiz Fux, divergir de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, votando pela absolvição de Bolsonaro
Por Marcelo Teixeira
Atualizado há 7 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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“O que a gente percebeu desde o início do julgamento é que, de fato, não estava sendo um julgamento jurídico, e sim um julgamento político", disse André. Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O deputado federal André Fernandes (PL-CE) embarcou para Brasília para acompanhar o julgamento da tentativa de golpe de estado, onde está na mira o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus. Forte aliado de Bolsonaro, André falou com a imprensa após o ministro Luiz Fux, divergir de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, votando pela absolvição de Bolsonaro.

“O que a gente percebeu desde o início do julgamento é que, de fato, não estava sendo um julgamento jurídico, e sim um julgamento político. E hoje nos encheu de orgulho o ministro Fux ao declarar e deixar isso aberto a todos nós. Fux nos traz uma esperança”, disse André. 

Fux votou nesta quarta-feira (10) pela incompetência da Corte para julgar a ação penal sobre uma trama golpista que teria atuado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo com derrota nas eleições de 2022.

Para ele, o caso deveria ter tramitado na primeira instância da Justiça Federal, uma vez que nenhum dos oito réus possui foro por prerrogativa de função no STF.

Na avaliação dele, o processo que tramita no Supremo deveria ser inteiramente anulado. “Estamos diante de uma incompetência absoluta”, disse. “E, como é sabido, em virtude da incompetência absoluta para o julgamento, impõem-se a declaração de nulidade de todos os atos decisórios praticados”, completou Fux.

“Fux foi muito feliz ao deixar claro que o ministro relator, o presidente da primeira turma, o próprio procurador-geral da República, precisam entender que ou eles defendem que as pessoas que estão sendo processadas e julgadas nesse momento não têm foro e descem, sim, para a primeira instância, ou, no caso de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, se estiver sendo julgado como se fosse o presidente da República, o foro deixa a prerrogativa de julgamento deixa de ser da primeira turma e passa a ser do plenário”, completou Fernandes.

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