O papa Leão XIV celebrou neste domingo (14) seus 70 anos diante de milhares de fiéis na Praça de São Pedro, em Roma. Visivelmente emocionado, o pontífice encerrou a tradicional oração do Angelus agradecendo: “Agradeço ao Senhor, aos meus pais e a todos que se lembraram de mim em suas orações”.
A data foi marcada não apenas pela presença da multidão, mas também por diversas mensagens de lideranças mundiais e, em paralelo, pela repercussão de declarações em que criticou a desigualdade de renda global, citando o empresário Elon Musk.
Entre as felicitações recebidas, está a do presidente italiano, Sergio Mattarella, que destacou os apelos do Papa pela paz em meio a cenários de guerra, ressaltando que suas palavras oferecem “viva esperança” à humanidade. O chefe de Estado completou dizendo que assegura ao papa a colaboração da República Italiana em sua “alta missão apostólica”.
A Conferência Episcopal Italiana também se manifestou, agradecendo pelo “espírito paterno” do pontífice e unindo orações pela paz mundial. Já a diocese de Roma enviou mensagem de gratidão e apoio, ressaltando a dedicação diária do Papa e sua atenção aos “muitos cenários de guerra que ensanguentam o mundo”.
Da emoção às críticas sobre a desigualdade
Em entrevista à jornalista Elisa Ann Allen, do portal Crux, Leão XIV abordou a crescente disparidade entre ricos e pobres. Citando Elon Musk, que deve se tornar o primeiro trilionário do mundo, o pontífice questionou: “Se essa é a única coisa que tem valor hoje em dia, então temos um grande problema”.
Ele lembrou que há décadas a diferença salarial entre executivos e trabalhadores era muito menor, e que hoje alcança níveis considerados alarmantes. Além disso, disse estar aprendendo continuamente a lidar com o papel de líder mundial da Igreja, em um cargo que mistura responsabilidades pastorais com forte presença diplomática.
A entrevista em que as declarações polêmicas foram dadas está relacionada à produção da biografia do pontífice, intitulada “Leão XIV: Cidadão do mundo, missionário do século 21”, que deverá ser lançada no dia 18 de setembro, no Peru, onde Leão atuou como missionário e bispo.




