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Política

Moraes envia denúncia da PGR para Câmara, que pode impôr novas punições a Eduardo Bolsonaro

O deputado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu diversas derrotas políticas nesta terça-feira (23) e pode ter mandato cassado na Câmara
Por Pedro Breno Araujo
Atualizado há 8 meses
Tempo de leitura: 2 mins
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Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo foram denunciados pelo crime de coação no curso do processo. Foto: Flickr/Eduardo Bolsonaro

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu uma cópia da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O documento foi enviado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

A ação faz parte do pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que apresentou a denúncia ao STF e solicitou que uma cópia do documento fosse enviado à Câmara. No entendimento do procurador-geral, Paulo Gonet, a Casa pode adotar medidas disciplinares contra o deputado.

Eduardo e o blogueiro Paulo Figueiredo foram denunciados pelo crime de coação no curso do processo, por fomentarem a adoção de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil e ministros da Suprema Corte. Na mesma decisão, Moraes autorizou as defesas de Eduardo e Figueiredo a terem acesso às investigações sobre o tarifaço. Ambos vivem nos Estados Unidos.

O deputado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu algumas derrotas políticas além da denúncia nesta terça-feira (23). Hugo Motta optou por barrar a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a liderança da Minoria na Casa. A medida era uma tentativa de driblar a perda do mandato por faltas, e permitir que ele continue como deputado mesmo à distância.

Em outra ação contra o parlamentar, o Conselho de Ética deu o primeiro passo para cassar Eduardo, acusado de atuar contra o país e de descumprir o regimento interno por sua atuação nos Estados Unidos. A representação junto ao Conselho foi feita pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

A Casa também pretende incluir o nome de Eduardo Bolsonaro como devedor no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), pelo débito não pago de R$ 13.941 referente à quantidade de faltas injustificadas no mês de março deste ano, mês que o deputado estava se mudando para o país norte-americano onde mora atualmente.

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