Depois de quase dois dias sem contato e em meio a um cenário de tensão internacional, a deputada federal Luizianne Lins (PT) foi localizada e recebeu assistência diplomática do Itamaraty em Israel. A ex-prefeita de Fortaleza integrava a Flotilha Global Sumud, missão humanitária que leva alimentos e medicamentos à Faixa de Gaza e foi interceptada pela Marinha israelense em águas internacionais.
A bordo do veleiro Grande Blu, Luizianne participou da iniciativa em caráter oficial pela Câmara dos Deputados, como observadora internacional. A operação militar israelense ocorreu entre os dias 1º e 2 de outubro, e resultou na detenção de cerca de 500 ativistas de mais de 40 países. Segundo relatos, a abordagem foi feita com armamento pesado e os participantes ficaram horas sem acesso a comida ou água.
“Foram mais de oito horas de procedimentos relacionados à detenção”, informou a equipe da parlamentar, acrescentando que Luizianne recebeu também apoio jurídico do Centro Adalah, instituição palestina dedicada à defesa dos direitos das minorias árabes em Israel.
Nos primeiros momentos da prisão, parte dos integrantes iniciou greve de fome como forma de protesto contra o tratamento recebido e em solidariedade às vítimas palestinas. “A missão tinha um objetivo humanitário e simbólico: chamar atenção para o sofrimento da população de Gaza”, destaca a nota da equipe.
O Itamaraty confirmou o acompanhamento constante da situação, em articulação com organismos internacionais de direitos humanos, e afirmou que os brasileiros estão em condição de saúde estável.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, comentou o episódio e manifestou solidariedade à colega:
“Infelizmente, as provocações são muitas. É uma prisão dura. Dois ministros de extrema direita de Israel foram lá atacar essas pessoas que estavam em uma missão humanitária. A gente exige que os brasileiros sejam devolvidos com segurança. Luizianne está firme, sabe o que está fazendo e a importância dessa causa.”
“A situação continua sendo acompanhada de perto pelo Itamaraty e por organismos internacionais de defesa dos direitos humanos. Atualização em breve”, conclui a nota oficial.




