O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou neste sábado (18), em São Bernardo do Campo (SP), durante um encontro com estudantes do ensino médio e de cursinhos populares. Ele defendeu o aumento dos investimentos em educação e a ampliação de programas de acesso ao ensino.
“Eu não quero prejudicar ninguém, mas eu quero que a filha da empregada doméstica possa fazer o Enem ao lado do filho da patroa dela”, afirmou o presidente. A declaração foi feita ao falar sobre desigualdade social e oportunidades no país.
Lula destacou que o acesso à educação é fundamental para reduzir desigualdades e disse que pretende universalizar o programa Pé-de-Meia, que faz repasses mensais a estudantes do ensino médio para combater a evasão escolar.
O presidente também afirmou que o investimento é necessário para garantir que todos tenham as mesmas condições de estudo e defendeu que a prioridade do governo é ampliar as oportunidades para quem mais precisa, mesmo diante das limitações orçamentárias.
O evento, realizado no ginásio poliesportivo de São Bernardo, contou com a presença dos ministros Camilo Santana (Educação) e Fernando Haddad (Fazenda). O governo anunciou a ampliação da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) de 384 para 500 unidades em 2026, com o objetivo de atender mais estudantes que buscam ingressar na universidade.
Durante o discurso, Lula relacionou educação e autonomia, especialmente das mulheres. “Uma mulher não pode viver com alguém atrás de um prato de comida. Uma mulher não pode apanhar do marido porque ele paga o aluguel”, afirmou.
Ele também defendeu a criação de uma doutrina latino-americana de educação, voltada à integração entre países da região. “A gente quer formar uma doutrina latino-americana, com professores latino-americanos, estudantes latino-americanos, para que esse continente um dia seja independente e que nunca mais um presidente de outro país ouse falar grosso com o Brasil”, disse Lula, em referência indireta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.




