O presidente do Conselho da SAF do Fortaleza, Fabiano Barreira, comentou em entrevista ao jornalista Alexandre Mota, do Diário do Nordeste, sobre o momento do clube, as críticas ao CEO Marcelo Paz e a dívida de R$100 milhões do tricolor.
“Sim, o clube possui dívida, resultado de um período em que a estrutura de custos superou a capacidade de receita. Isso não representa descontrole: endividamento é comum em instituições esportivas e no mercado corporativo, desde que haja lastro e capacidade de pagamento, e o Fortaleza possui ambos. O clube tem ativos relevantes, como jogadores formados na base, atletas do elenco profissional, patrimônio e credibilidade no mercado, que possibilitam reorganizar receitas e amortizar o passivo. E mesmo após a aprovação da SAF, há um processo burocrático extenso de cisão entre a Associação e a SAF, o que torna inviável imaginar que a simples aprovação estatutária resultaria em captação imediata. Estamos trabalhando com responsabilidade financeira e planejamento para equalizar o cenário, independentemente do desfecho esportivo. Se houver rebaixamento, haverá redimensionamento orçamentário, revisão de elenco e ajustes administrativos; se houver permanência, haverá reavaliação estratégica do mesmo modo, porque o desempenho de 2025 exige respostas. Esse tipo de movimento, inclusive, é comum no futebol. Portanto, não existe terra arrasada. Há ativos, credibilidade e mecanismos concretos de reequilíbrio, e o Fortaleza vai reorganizar sua operação para seguir sustentável, competitivo e financeiramente saudável.”
Segundo ele, o clube trabalha para reorganizar receitas e equilibrar o passivo, mantendo a sustentabilidade independentemente do desempenho esportivo.
Sobre a venda da SAF, o dirigente afirmou que o cenário econômico atual dificulta novos investimentos:
“O país atravessa quatro anos sem IPOs e praticamente sem novos movimentos relevantes de SAF, o que mostra que não se trata de um problema do Fortaleza, mas de contexto nacional. Outros clubes, inclusive, tentaram seguir com operações que não foram adiante. Diante desse cenário, a nossa operação tornou-se inviável naquele momento.”




